Goleiro do Marília foi decisivo nas classificações contra EC São Bernardo e XV de Jaú e acabou eleito para a seleção da Série A3
Foto: MACWagner Coradin foi um dos grandes nomes do acesso do Marília à Série A2. Decisivo nas disputas de pênaltis do mata-mata, o goleiro defendeu cobranças importantes contra EC São Bernardo, nas quartas de final, e XV de Jaú, na semifinal, ajudando o MAC a voltar para a segunda divisão estadual. Foram cinco defesas em pênaltis nas duas decisões eliminatórias.
Após a campanha, Wagner também foi eleito o melhor goleiro da Série A3 na seleção ideal da competição. O arqueiro como um dos principais responsáveis pelo acesso do Marília e citou sua atuação decisiva durante o campeonato.
Questionado sobre o segredo no momento das cobranças, o goleiro afirmou que existe preparação, mas que a decisão final passa muito pela leitura do batedor no instante da batida.
“É uma sensação maravilhosa, porque o goleiro é igual o atacante. O atacante faz o gol, é o auge do atacante. O goleiro é pegar o pênalti. A gente, claro, estuda, mas na hora ali passa o nome para a gente, a gente nem lembra do jogador que está batendo.”
Na semifinal contra o XV de Jaú, o Marília ficou no empate por 2 a 2 no Abreuzão e garantiu o acesso nas penalidades. Wagner defendeu três das seis cobranças naquela decisão, confirmando o protagonismo do goleiro no jogo que colocou o MAC na final.
“Eu, pela minha experiência, fui mais no feeling ali, de esperar mais o batedor, olhar o movimento corporal do jogador e esperar o máximo. Foi aí que me facilitou um pouco na defesa dos pênaltis.”
Além da campanha pelo Marília, Wagner também relembrou uma experiência internacional na carreira. O goleiro atuou por duas temporadas no futebol boliviano, e comentou a experiência.
“Eu joguei dois anos lá, em 2012. Joguei no Club Destroyers, que é em Santa Cruz de la Sierra, nível do mar, então é praticamente igual ao Brasil, não tem diferença.”
O goleiro explicou que a principal dificuldade estava nos jogos disputados em cidades de altitude, onde a velocidade da bola e as condições físicas mudam bastante em relação ao futebol jogado ao nível do mar.
“A diferença é você jogar em todas as altitudes. Eu joguei em Oruro, Potosí, Cochabamba, Sucre, La Paz. Aí diferencia um pouco a questão da variação da bola. É uma bola mais rápida, mais difícil.”
Para Wagner, porém, a adaptação também se inverte quando as equipes da altitude precisam atuar em condições semelhantes às do futebol brasileiro.
“Dificulta bastante, mas acho que a equipe de lá, quando você joga lá na altitude, dificulta para quem joga no nível do mar. Mas quando vem para o nível do mar também é a mesma coisa.”