Canal do TSP no TelegramCanal do TSP no Telegram

Ibrachina goleou na estreia, treinador avisou: “aqui é difícil jogar”

5 a 0 no Ferroviário-CE, com os cinco gols ainda no primeiro tempo. No outro jogo do grupo, Bangu e Santo André empataram por 1 a 1, deixando o time da Mooca na liderança já na primeira rodada.

Por: André Victor Lima e Silva
4 dias atrás em 5 de janeiro de 2026
@ttkzsport

O Ibrachina entrou na Copinha 2026 com discurso de atenção máxima — e transformou isso em impacto imediato: 5 a 0 no Ferroviário-CE, com os cinco gols ainda no primeiro tempo. No outro jogo do grupo, Bangu e Santo André empataram por 1 a 1, deixando o time da Mooca na liderança já na primeira rodada.


















No episódio 136 do Exclusiva TSP, o técnico Renato Souza explicou por que nunca tratou o grupo como “simples”, e sim como um daqueles em que qualquer detalhe pesa:






“A gente conhece o Santo André, que é o time aqui de São Paulo… a gente conhece o treinador Alexandre, que tem um grande trabalho lá. O Ferroviário foi vice-campeão cearense. E como a gente comentou… não vê nenhuma equipe grande aqui pro Ibrachina esse ano, mas com um grupo muito equilibrado.”






E quando o assunto é o Bangu, Renato aponta o peso competitivo que, historicamente, acompanha os times do Rio:






“Quando se vê equipe do Rio, é sempre nível competitivo alto, né? O molecado vem que vem.”






Sub-20 “com cabeça de profissional”: Copinha como vitrine





A fala do treinador tem um eixo muito claro: no Sub-20, não dá para viver como se ainda fosse formação “leve”. Para Renato, é virada de chave.






“Eu acredito que o Sub-20 é profissional. A base… é a formação do jogador, do homem. Até 17 anos. Quando chegou no Sub-20, eles já têm que pensar em profissional.”






E ele completa, colocando a Copinha no tamanho certo para a categoria:






“Agora tem a Copinha aí, é uma vitrine… é a Copa do Mundo pra eles.”






Essa mentalidade se conecta com o modo como o Ibrachina costuma se apresentar em torneios curtos: intensidade, começo forte e tentativa de “resolver cedo”. Contra o Ferroviário, a equipe fez exatamente isso.





Estrutura e vitrine: o Ibrachina como “potência” de base





Renato descreve um clube sem time profissional, mas com estrutura de alto nível na base, o que torna a Copinha ainda mais determinante, especialmente para os atletas de último ano.






“É um clube que eu vejo hoje… uma das maiores vitrines de São Paulo. O Ibrachina tem jogadores de todos os cantos do Brasil, pra fora do país.”






E reforça o que, para ele, é o diferencial de rotina:






“Aqui o jogador tem tudo: tem suplementação, tem alimentação, tem tudo. É só chegar lá no campo e performar mesmo.”






Na visão do treinador, o projeto se posiciona no topo do estado quando o assunto é base:






“Hoje eu digo que o Ibrachina é o quinto maior time de São Paulo na base… atrás dos quatro grandes.”


















O sintético como arma: “aqui é difícil jogar”





A Copinha do Grupo 30 é disputada com o Ibrachina como sede — e o campo sintético aparece como fator competitivo importante. Renato não crava “vantagem definitiva”, mas admite que muda o jogo e mexe com quem vem de fora.






“As equipes que vêm aqui sofrem um pouco… aqui é difícil jogar. Por ser outro tipo de jogo, o jogo fica um jogo mais rápido, então a gente tem mais êxito dentro de casa aqui.”






Ao mesmo tempo, ele bate na tecla de que não basta o piso: o que decide é estar pronto por inteiro.






“Quem estiver melhor preparado — taticamente, fisicamente, emocional… hoje conta muito no futebol.”






Metodologia do clube: o “jogo individual” e os duelos





Talvez o trecho mais “com cara de Ibrachina” da entrevista seja quando Renato explica a identidade do clube desde as categorias menores: um modelo que quer formar atleta para encarar o grande — com ênfase no duelo.






“A gente tem uma forma aqui de jogar… formar os jogadores para equipes grandes. (…) A metodologia do Ibrachina é jogar individual… isso é muito bom para o jogador, até para criar coragem.”






E ele traduz esse “individual” em prática:






“Porque o jogador tem a duela ofensiva e defensiva… isso é importante para a formação do atleta.”






Metas: passar das oitavas e sonhar alto





O treinador deixa claro que o clube trabalha com objetivo definido — e que o discurso é ambicioso:






“A gente já vem colocando… a gente tem que passar oitavas, tem que chegar no mínimo nas quartas.”






E fecha com a frase que resume o espírito do projeto e a coragem de quem entra na Copinha para marcar presença:






“Meu objetivo é… chegar na final da Copa São Paulo. Vocês acham que é impossível? Nada na vida, no futebol é impossível.”






Situação do Grupo 30 (após a 1ª rodada): Ibrachina 3 pts (saldo +5); Bangu 1; Santo André 1; Ferroviário 0.





Confira a entrevista na íntegra!