O caso envolvendo a morte da torcedora Gabriela Anelli, de 24 anos, nos arredores do Allianz Parque, em 8 de julho de 2023, gerou uma grande comoção e também repercussões legais. Gabriela foi ferida por estilhaços de vidro após uma briga entre torcedores de Palmeiras e Flamengo, e acabou falecendo dois dias depois. Seu irmão, Felipe Anelli Marchiano, ingressou com uma ação judicial contra o Palmeiras, pedindo indenização de R$ 1 milhão por danos morais, além de R$ 150 mil em honorários, alegando que o clube não proporcionou a segurança adequada durante o evento.
No processo, Felipe e seu advogado, Juliano Pereira Nepomuceno, argumentam que o Palmeiras, como mandante da partida, tem responsabilidade pela segurança não apenas dentro do estádio, mas também em seu entorno, conforme decisões recentes da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Eles também alegam que a abertura dos portões que separavam as torcidas contribuiu para o incidente que resultou na morte de Gabriela.
O Palmeiras, por sua vez, defende-se afirmando que o confronto ocorreu fora do estádio, em uma área pública, onde a segurança seria de responsabilidade das autoridades públicas, não do clube. Além disso, o Alviverde cooperou com as investigações, fornecendo imagens das câmeras de segurança com reconhecimento facial que ajudaram a identificar o suspeito do crime, Jonathan Messias Santos da Silva, um torcedor do Flamengo, que foi preso por ser o responsável por arremessar a garrafa que feriu Gabriela.
O delegado César Saad, responsável pelo caso, relatou que a briga entre torcedores envolveu trocas de xingamentos e arremesso de garrafas perto de um portão que separava as torcidas na rua. Gabriela foi atingida por estilhaços de uma dessas garrafas, o que acabou resultando em sua morte.