Técnico do sub-20 do Tigre destaca desafios do gramado sintético, força do Náutico e processo de crescimento da base
Às vésperas da estreia na Copa São Paulo de Futebol Júnior, o técnico do sub-20 do Novorizontino, Jean Rodrigues, projetou o início da campanha do Tigre na edição 2026 da competição, em entrevista exclusiva ao Tudo Sobre Paulista. Inserido no Grupo 24, com sede em Itaquaquecetuba, o treinador reconheceu as dificuldades do chaveamento e ressaltou o caráter imprevisível da Copinha.
“A Copinha tem essa peculiaridade. A gente fica na expectativa ruim, porque sabe que todo grupo é difícil. É uma competição única, que dá visibilidade para muitas equipes do Brasil. Em qualquer grupo que nós caíssemos, a dificuldade seria a mesma”, afirmou.
Além dos adversários, Jean destacou o desafio extra de atuar em gramado sintético, algo pouco habitual na rotina do clube.
“O que a gente gostaria era que não fosse no sintético, mas acabou caindo no sintético. Então, a dificuldade é ainda maior do que nós já sabíamos que seria um grupo bastante difícil”, explicou.
Segundo o treinador, apesar de uma tentativa pontual de adaptação, não há como simular totalmente as condições.
“A gente teve um jogo na semana passada num sintético, mas é sempre difícil. A preparação toda é feita no campo natural. O tempo da bola, a maneira de passar, de receber, tudo isso faz muita diferença. Não é fácil, mas é uma realidade e a gente tem que saber enfrentar.”
Na análise dos adversários, Jean admitiu as limitações no processo de scout, especialmente em relação ao Juventude do Maranhão, mas reforçou o foco inicial no Náutico, primeiro rival da chave.
“A gente foca mais na questão do nosso primeiro adversário. Depois, com uma partida antes ou depois, a gente consegue buscar mais informações dos outros times”, disse.
Sobre o duelo diante do Náutico, campeão pernambucano sub-20, o treinador vê o confronto como parte natural do processo de amadurecimento do clube.
“A gente entende que é uma realidade. Não tem como escolher adversário. Uma equipe que quer crescer precisa enfrentar times desse nível. Esses jogos elevam a competitividade e ajudam no crescimento dos atletas”, afirmou.
Jean também contextualizou o bom momento recente da base do Novorizontino, que teve campanhas de destaque nas últimas temporadas. Para ele, o sucesso gera responsabilidade, mas também reforça o caminho adotado pelo clube.
“Quando você consegue ser campeão e chegar longe em competições difíceis, as pessoas passam a olhar de outra forma. A cobrança existe, mas é uma cobrança nossa também, porque sabemos que mantendo esse nível a tendência é potencializar os atletas para o profissional.”
Por fim, o treinador reforçou que o principal objetivo da base segue sendo a formação.
“Se conseguimos colocar sete atletas no profissional, esse é o nosso trabalho. No final das contas, eles têm que estar lá. Ver os atletas no profissional é, muitas vezes, uma conquista tão grande quanto ganhar um título.”
O Novorizontino estreia na Copinha nesta terça-feira, buscando confirmar o crescimento recente de sua base em um dos torneios mais tradicionais do futebol brasileiro.