O auxiliar destacou que o Verdão encontrou dificuldades desde o início da partida
Foto: Reprodução/YoutubeO Palmeiras empatou em 1 a 1 com o Remo neste domingo, em Belém, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. Após a partida, o auxiliar técnico João Martins analisou o desempenho da equipe e voltou a apontar o desgaste físico como um dos principais desafios enfrentados pelo Verdão na temporada 2026.
Este foi o último jogo de João Martins à frente da equipe no Brasileirão durante a suspensão de Abel Ferreira. O comandante português retorna à beira do gramado no próximo compromisso do clube após cumprir sete partidas de punição imposta pelo STJD.
Mesmo sem transferir a responsabilidade pelo empate, João Martins destacou que o Palmeiras encontrou dificuldades desde o início da partida, principalmente após sofrer o gol logo no primeiro minuto.
“Um clube como o Palmeiras tem que estar preparado para tudo. Sofrer gol no primeiro minuto raramente acontece, mas temos que estar preparados para isso. Quando acontece, isso dificulta e muito a tarefa. Se iniciássemos o jogo a 100%, teríamos mais energia para correr atrás. Como não iniciamos a 100%, não tivemos energia”, afirmou.
O auxiliar também comparou a situação física das equipes e ressaltou o impacto da sequência intensa de jogos do Verdão. “Quando falamos que precisa ter sorte no calendário, o Remo teve uma semana para preparar o jogo, estava com o tanque cheio do carro. Mas sem desculpas, nossa equipe precisa saber gerir isso”, completou.
João Martins ainda lamentou as oportunidades desperdiçadas pelo Palmeiras no segundo tempo. Além disso, ele criticou a atuação da arbitragem de vídeo, que anulou um gol palmeirense no final do confronto.
“Conseguimos o empate. Depois da expulsão, só faltou detalhe. Faltou domínio do Maurício, faltou o arremate do Lucas Evangelista acertar o gol e faltou o VAR inventar, não ser incompetente no seu trabalho e seguir as regras do jogo”, disparou o membro da comissão.
Outro tema abordado pelo auxiliar foi o atraso de duas horas para o início da partida por conta das fortes chuvas em Belém. Segundo João Martins, o horário marcado para o duelo acabou favorecendo o problema climático.
“Quem fez essa programação estava a pedir que isso acontecesse. Quando chegamos aqui disseram o mesmo: ‘Jogo às 16h, com certeza vai chover’. Fomos ver a meteorologia, e chove todos os dias. O campo estava pesado, duro, para correr é preciso gastar muita força. Quando não estamos 100%, pagamos mais caro, principalmente nas decisões no último terço”, concluiu João Martins.
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