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Justiça condena Corinthians a pagar mais de R$ 3 mi a Daniel Marcos

Ex-jogador alegou que lesões sofridas durante passagem pelo Timão provocaram aposentadoria precoce aos 23 anos

Por: Neila Gonçalves
6 horas atrás em 7 de maio de 2026
Foto: Marco Galvão/Ag. Corinthians

O Corinthians foi condenado pela Justiça do Trabalho a pagar pouco mais de R$ 3 milhões ao ex-lateral Daniel Marcos, que encerrou a carreira no início deste ano, aos 23 anos. A decisão em primeira instância entendeu que os problemas físicos sofridos pelo atleta durante sua passagem pelo clube comprometeram a continuidade da carreira profissional.

A ação movida pelo ex-jogador pedia inicialmente cerca de R$ 5 milhões em indenização, mas a Justiça fixou o pagamento em aproximadamente R$ 3 milhões, além de honorários advocatícios de R$ 149 mil. Com correções baseadas na taxa Selic, o valor pode chegar perto de R$ 3,5 milhões.

Segundo o processo, Daniel Marcos sofreu uma grave lesão no joelho direito em dezembro de 2020, durante uma partida do time sub-20 do Corinthians contra o Grêmio. Pouco depois, o atleta precisou passar pela primeira cirurgia da carreira.

Mesmo após renovar contrato com o clube, o lateral continuou enfrentando dificuldades físicas. Em 2022, durante empréstimo ao Cianorte, voltou a machucar o mesmo joelho e passou por um novo procedimento cirúrgico, novamente acompanhado pelo departamento médico do Corinthians.

A defesa do atleta argumentou que o processo de recuperação foi marcado por dores constantes e repetidos retrocessos durante as tentativas de retorno aos gramados. Em 2023, Daniel ainda foi emprestado ao Ferroviário, mas acabou devolvido após o clube entender que ele não tinha condições físicas de atuar.

Depois de uma terceira cirurgia, o Corinthians rescindiu o vínculo do jogador em março de 2024. Daniel tentou retomar a carreira no Resende, mas não conseguiu voltar a jogar profissionalmente e anunciou a aposentadoria no início deste ano.

O Corinthians informou que irá recorrer da decisão judicial, alegando que a condenação ainda ocorreu em primeira instância.