Justiça mantém Ricardo como conselheiro da Ponte Preta

O ex-diretor respondia em razão de parceria comercial feita com a Mansão Maromba

Por: Murilo Godoy
7 horas atrás em 22 de agosto de 2026
Ricardo José Silva, ex-diretor Comercial e de Marketing da Ponte Preta

A Justiça suspendeu nesta semana, o julgamento que poderia expulsar Ricardo José Silva da Ponte Preta. A decisão foi proferida pela juíza Maria Raquel Campos Pinto Tilkian Neves, da 6ª Vara Cível da Comarca de Campinas.

Ela manteve o ex-diretor Comercial e de Marketing no quadro de conselheiros da Macaca. Atual conselheiro titular eleito, Ricardo respondia na Justiça em razão de parceria comercial feita com a Mansão Maromba durante a passagem pela Alvinegra entre fevereiro e abril de 2026.

O empresário era alvo da Comissão Permanente de Ética e Disciplina (CPED) do clube. Ricardo questionou judicialmente um processo disciplinar interno da Ponte Preta e solicitou que a sessão de julgamento marcada para última sexta-feira, 21 de agosto, fosse suspensa.

O pedido, aliás, foi acatado pela juíza, o que representa uma vitória expressiva frente a Macaca. Ricardo, enquanto esteve na diretoria, fechou acordo de parceria em permuta com o influenciador Toguro, permitindo a exposição no uniforme da Mansão Maromba.

Trata-se de uma marca genérica, conhecida por projeto digital fitness e linha de produtos não-alcoólicos e alcoólicos. O caso, posteriormente, fez a Macaca ser denunciada pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR).

A juíza considerou que Ricardo apresentou elementos indicando que teve sua defesa prejudicada. O ex-diretor solicitou para apresentar provas testemunhais, mas a comissão disciplinar negou o pedido, entendendo que o caso tratava apenas de questões jurídicas.

A decisão ainda aponta que havia indícios de que outros integrantes da diretoria tinham conhecimento da negociação. Entre os principais argumentos utilizados estão o e-mail enviado à presidência sobre a parceria e ciência da diretoria, além da própria aplicação da marca no uniforme profissional, cuja posse está abaixo da responsabilidade do Departamento de Futebol.

A magistrada também pontuou que a minuta de contrato foi elaborada pelo setor jurídico, departamento com a responsabilidade estatutária de avaliar todos os riscos legais e regulamentares e, portanto, eliminou a exclusão de Ricardo.

A juíza concedeu a tutela de urgência e determinou:

suspensão dos efeitos do relatório conclusivo da comissão disciplinar
suspensão da decisão da CPED tomada em 04 de agosto.
suspensão da sessão de julgamento marcada para 21 de agosto


Ricardo, assim, segue como associado e conselheiro titular eleito da Ponte Preta e mantém as prerrogativas enquanto não houver decisão final e definitiva no processo disciplinar. Ele tem direito à produção de prova oral, com oitiva das testemunhas e respeito ao contraditório.

A decisão possui caráter liminar e permanecerá válida durante a tramitação do processo, podendo ser posteriormen
te revista. A Associação Atlética Ponte Preta será citada para apresentar sua defesa no prazo legal.