Justiça pede perícia em cadastro de conselheiros da Ponte Preta

O especialista nomeado para conduzir a perícia é José Pio Tomassi, que terá prazo de cinco dias para apresentar currículo profissional e proposta de honorários

Por: Murilo Godoy
7 horas atrás em 3 de agosto de 2026
Torrano e Eberlin - Ponte Preta

A Justiça determinou que seja realizada uma perícia no cadastro de conselheiros da Ponte Preta para apurar possíveis irregularidades relacionadas às eleições presidenciais de 2021 e 2025.

A decisão, assinada pela juíza Vanessa Miranda Tavares de Lima, da 7ª Vara Cível de Campinas, atende parcialmente a um pedido apresentado por ex-integrantes do Conselho Fiscal, mas mantém liberado o andamento das discussões sobre a criação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

O especialista nomeado para conduzir a perícia é José Pio Tomassi, que terá prazo de cinco dias para apresentar currículo profissional e proposta de honorários antes do início dos trabalhos.

Caso a perícia identifique irregularidades no banco de dados dos sócios, os processos eleitorais que elegeram Marco Antônio Eberlin, em 2021, e Luiz Antônio Alves Torrano, em 2025, poderão ser anulados.

A ação foi movida pelos ex-conselheiros fiscais Eduardo de Moraes Bertolazzi e Errol Wilson dos Santos, representados pelos advogados João Felipe Artioli e Reginaldo Ezarchi. Eles sustentam que a Ponte Preta descumpriu reiteradamente decisões judiciais para apresentar o cadastro de associados, o que impediria a verificação da regularidade das eleições e da composição do atual Conselho Deliberativo.

Ainda segundo a decisão, o perito deverá analisar registros de acesso ao sistema, usuários cadastrados, histórico de alterações, mudanças de privilégios e demais movimentações realizadas entre 1º de janeiro de 2018 e a conclusão dos trabalhos. A Ponte Preta já negou qualquer irregularidade no cadastro de sócios.

Segundo a defesa, assinada pelo advogado Walter Eberlin Neto, filho do primeiro vice-presidente Marco Antônio Eberlin, “o clube mantém contato desde maio com a empresa responsável pelo sistema para viabilizar o acesso às informações solicitadas pela Justiça”.

A diretoria ainda afirma que “o antigo login de administrador não permite mais acesso ao banco de dados e sustenta que representantes da empresa nunca compareceram presencialmente ao estádio para auxiliar na operação”. A Ponte Preta também argumenta que a ação possui motivação política e não teria como objetivo exclusivo verificar a regularidade das eleições.