Reunião entre associados votaria por mudanças no regimento do clube do Parque São Jorge
Foto: Reprodução O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou uma nova suspensão da Assembleia Geral Extraordinária do Corinthians, convocada para este sábado, que colocaria em votação a reforma do estatuto do clube. A decisão liminar foi concedida pelo desembargador relator Maurício Campos da Silva Velho, atendendo a um recurso interposto pelos conselheiros vitalícios Ademir de Carvalho Benedito, Alexandre Husni e Guilherme Gonçalves Strenger.
A fundamentação do pedido baseou-se no artigo 97, alínea “M”, do estatuto alvinegro, sob a alegação de que não teria sido respeitada a atribuição do Conselho de Orientação (Cori) para propor alterações estatutárias. Os requerentes sustentaram que as prerrogativas dos órgãos internos precisam ser rigorosamente cumpridas para garantir a legalidade do processo.
Além das diretrizes estatutárias, a ação levantou questionamentos sobre a legitimidade do pleito ao destacar que o texto-base do anteprojeto havia sido rejeitado no Conselho Deliberativo em 4 de maio. Com base nisso, os conselheiros apontaram a existência de incoerências na tentativa de submeter a aprovação dos 11 temas diretamente aos associados.


Ao acolher o recurso, o relator destacou o risco de dano grave e de difícil reparação para o clube. Como o novo texto trazia modificações no processo eleitoral de 2026 e no direito de voto da torcida associada, a realização da votação sob o risco de uma futura anulação judicial poderia desencadear desdobramentos de complexa recomposição institucional.
Esta é a quarta vez que a Assembleia Geral destinada a votar a reformulação estatutária do Parque São Jorge é paralisada pela Justiça. A decisão liminar paralisa a realização do pleito por tempo indeterminado, estipulando a suspensão do processo eleitoral interno até que ocorra o julgamento definitivo do recurso pelos magistrados do tribunal.