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Justiça suspende eleições do Guarani e afasta diretoria

Liminar aponta irregularidades no processo eleitoral e determina afastamento imediato da gestão

Por: Lucas Soares
3 horas atrás em 16 de abril de 2026
Foto: Reprodução

Nesta quarta-feira, 15 de abril, saiu um caráter liminar da Vara Cível de Campinas, que determinou a suspensão das eleições realizadas em dezembro no Guarani. A juíza Ana Lia Beall concluiu que houveram irregularidades na assembleia realizada no dia 14 de dezezmbro e exigiu a suspensão imediata dos resultados.

A decisão determina o afastamento cautelar dos membros eleitos dos Conselhos de Administração, Deliberativo e Fiscal, suspendendo as funções do presidente Rômulo Amaro e de toda a diretoria executiva. A liminar foi solicitada por Felipe Ramos Roselli, líder da chapa de oposição nas últimas eleições, que acabou sendo excluída antes mesmo do pleito.

Os pontos apontados pela liminar como irregulares foram: a Votação aberta e irregular, realizada na exclusão da chapa “Meu Bugre Forte”. O estatuto do clube é claro em exigir que as votações sejam realizadas de maneira pessoal e secreta; o Cerceamento de defesa, a candidatura liderada por Roselli já tinha sido aprovada pela Comissão Eleitoral do clube. No entanto, durante a assembleia, surgiu uma nova alegação relacionada a ausências em 2023, que foi apresentada de forma inesperada, sem possibilitar o exercício do direito de defesa; e Regra defasada, sendo a exclusão da chapa baseada em um antigo estatuto do clube, e a regra já havia sido modificada na nova versão, que não previa a mesma penalidade de inelegibilidade automática.

A juíza aponta como grande insegurança jurídica para o clube manter a atual gestão, considerando danos aos seus associados.