No episódio 165 do Exclusiva TSP, o atacante do XV de Jaú projetou o decisivo confronto contra o Marília pela semifinal da Série A3
@matheusdahsanfotosNo episódio 165 do Exclusiva TSP, o atacante do XV de Jaú projetou o decisivo confronto contra o Marília pela semifinal da Série A3 do Campeonato Paulista. No entanto, após empate por 2 a 2 no tempo regulamentar, a equipe acabou superada nas cobranças de pênaltis e deu adeus à briga pelo acesso.
Antes da partida, o clima era de confiança e mobilização total, principalmente pelo apoio da torcida jauense, que marcou presença e empurrou a equipe ao longo do confronto.
“A gente vê a movimentação da nossa torcida indo para lá, fazendo caravana, torcedores, a gente sai na rua, vai no mercado, a gente vê a torcida do 15 abraçando a gente. Então, a gente está bem empolgado, bem feliz e, como o Serginho estava falando, a gente está focado, a gente fez um grande campeonato, a gente fez um jogo duro aqui no 0x0, né, e agora a gente vai com a nossa força total, com o mesmo espírito e, se Deus quiser, a gente conseguir esse acesso aí, como eu falei, é uma fase muito importante para a gente.”

O confronto teve todos os ingredientes de uma decisão: equilíbrio, intensidade e forte presença das torcidas. A rivalidade regional também foi um fator que elevou o nível da partida.
“Claro, com certeza, né? Até por, como você falou, né? Está próximo aqui, né? Então, tudo porque essas duas equipes passaram, né? Eles também tiveram as dificuldades no momento deles ali e, falando na gente aqui, o torcedor é muito apaixonado, né? O torcedor tem isso que cobra muito, né? Até a gente sai na rua, a gente toda hora recebe o apoio deles.
Então, acho que eles estão com essa de querer viver de novo esse momento, né? Se eu não me engano, o acesso foi em 2006, né? Se eu não me engano. Então, assim, tem um tempo que vem sonhando, aí bateu na trave, na A4, né? Que eles queriam o título, queriam estar na final, né? Então, assim, eu acredito que é uma torcida muito apaixonada. Tem a cobrança, tem essa… Mas a gente, nós, jogadores, estamos muito focados nisso, porque a torcida realmente nos apoia, realmente está com a gente, já lotou o ônibus, né? Pra vir.
Então, a gente acredita muito que o barulho deles, deles com a gente aqui vai ser muito importante, né? Nesse jogo de amanhã.”
Em campo, o XV de Jaú conseguiu competir de igual para igual e buscou o empate no tempo normal, levando a decisão para os pênaltis. O atacante Lauder entrou aos 27 minutos do segundo tempo e participou da reta final da partida, mas não conseguiu contribuir com gol ou assistência.
Apesar da eliminação, o confronto confirmou o equilíbrio entre as equipes, que já haviam protagonizado um duelo marcante na primeira fase — quando o XV foi o único a derrotar o Marília.
“É, na verdade, eu tenho até amigos lá, eu tenho certeza que eles também estão focados, também, que é, não é vingar, né, mas de alguma forma eles estão correndo atrás do lado dele, então assim, eu tenho certeza que eles vão entrar pensando nisso, vão entrar também tendo a pressão da torcida, porque ou a torcida vai jogar contra, ou a favor, né, então a gente tem que fazer de tudo pra ir contra, ser bastante inteligente, né, pra colocar tudo a nosso favor, e até um dos motivos da gente ter colocado o jogo, né, 10 horas da manhã, foi justamente pra isso, como eles não estão acostumados, só jogam à noite, é a gente tentar mostrar um pouquinho do nosso futebol, eu tenho certeza que isso aconteceu.”
O atacante também havia destacado, antes da partida, a identificação com o clube e a confiança no projeto, após chegar no meio da competição.
“Cara, eu sempre fui bem-vindo aqui, né? Sempre por também conhecer os colegas, por ter trabalhado com a comissão. Eu tava num momento da minha vida que eu queria me notar. Então, quando eu recebi esse desafio, né? Vi que o 15 também tinha potencial pra brigar, né? Por chegar nesse acesso, né? Eu tava jogando pouco no Operário.
E aí foi uma escolha, cara. Foi uma escolha e eu não me arrependo. Tô muito feliz de estar vivendo esse momento.
Se Deus quiser, conseguir o acesso. E também, como você falou, né? Participei do título lá, podendo fazer gol também. Então, assim, cara, eu costumo falar que eu sou um cara muito vencedor, um cara feliz.
Aonde eu vou, as coisas fluem, as coisas dão certo e eu espero que dê tudo certo aqui, mas tô em casa. Tô em casa e feliz pra ir pronto, né? Se Deus quiser, pra viver esse momento.”
Com a eliminação, o XV de Jaú encerra sua participação na Série A3, enquanto o Marília avança à final e segue na disputa pelo título e pelo acesso.
Confira a entrevista na íntegra!