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Marcelo admite crise após rebaixamento da Ponte

Técnico pede desculpas à torcida e deixa futuro indefinido para a Série B

Por: Lucas Soares
10 horas atrás em 9 de fevereiro de 2026
Foto: Júlio César Costa

A Ponte Preta teve o rebaixamento confirmado no Campeonato Paulista após a derrota por 2 a 0 para a Portuguesa, neste sábado, no Canindé, pela sétima rodada da competição. Com o resultado, a Macaca chegou a seis derrotas em sete jogos, somando apenas um ponto em 21 disputados, campanha que decretou a queda ainda antes da rodada final.

Após a partida, o técnico Marcelo Fernandes adotou um discurso de conformação e fez um desabafo marcado por pedidos de desculpa à torcida e reconhecimento dos problemas enfrentados pelo clube ao longo da competição. Segundo o treinador, o momento vivido pela Ponte inviabiliza qualquer tentativa de normalidade dentro do atual cenário.

“É pedir desculpas à torcida. Infelizmente a gente não conseguiu dar o mínimo possível. A gente está doído. Todos sabem o que aconteceu, todos têm noção. Mas todos ganham e todos perdem. Até o próprio presidente falou com a gente agora que a maior culpa é da diretoria. Mas a gente tem a nossa parcela também. Do jeito que está não tem como se normalizar”, afirmou.

Marcelo também destacou o impacto pessoal da campanha negativa e reforçou a grandeza histórica da Ponte Preta, projetando uma reação institucional após o rebaixamento.

“Eu vejo um esforço muito grande de fora para que as coisas voltem para o seu devido lugar. Eu dou minha vida aqui, não durmo direito com essa situação. Pela história e pela torcida que tem, a Ponte não merece, mas infelizmente aconteceu. Todos precisam entender a sua parcela”, completou.

Na entrevista coletiva, o treinador fez questão de defender o elenco, elogiando o comprometimento dos jogadores mesmo diante do cenário adverso.

“Seria fácil eu ter saído antes, por tudo o que estava predestinado a acontecer. Mas tentamos lutar. Agradeço demais aos jogadores, que deram a vida. Ninguém fez corpo mole. Tenho fé que a instituição vai se levantar”
, disse.

Marcelo Fernandes também comentou sobre seu futuro no comando da equipe para a sequência da temporada, que inclui a disputa da Copa do Brasil e da Série B do Campeonato Brasileiro. Apesar de demonstrar desejo de permanecer, o técnico deixou a decisão nas mãos da diretoria.

“Eu, por mim, estarei aqui na Ponte, mas precisa ver o que a diretoria vai definir. A Ponte me abriu as portas quando eu mais precisava, e eu não poderia virar as costas”, afirmou.

Por fim, o treinador evitou polêmicas e reforçou o discurso de responsabilidade coletiva pela campanha no Paulista.

“Não tem que ter muleta. É assumir. A instituição é maior que todos. Somos todos culpados, como fomos todos campeões. É hora de ter calma e não achar bode expiatório”, concluiu.

Com a queda já sacramentada, a Ponte Preta cumpre tabela na última rodada do Campeonato Paulista diante do São Paulo, no Estádio Moisés Lucarelli, no dia 15 de fevereiro, às 20h30.