“Os 20 primeiros minutos, 25, foram muito bons. Fizemos 1 a 0, tivemos várias oportunidades de fazer o segundo gol. No final do primeiro tempo, nós caímos um pouco. Voltamos no segundo tempo bem e, como você bem falou, tivemos diversas oportunidades de contra-ataque de 4×3, 3×3. Infelizmente, nossas escolhas e nossa terminação de jogadas foram muito ruins. E nós acabamos pagando um preço muito caro. A gente já sabia que um dos pontos fortes deles era a bola parada. Acabamos tomando gol de empate dessa forma e, já no final do jogo, uma bola cruzada na área também”, analisou Marcelo.
“Essa Copa Paulista foi pensada pelo antigo executivo, para dar oportunidade a jovens atletas, atletas da base, na gestão dele. E aí houve a troca nessa parte do executivo. Eu sempre falei aqui que o foco nosso era a Série C. O Guarani precisa voltar para a Série B. E, querendo ou não, a Copa Paulista acabou ficando em segundo plano. Então, nós não pudemos utilizar alguns atletas que estavam na Série C, até pelo momento que a gente vive lá, na busca ainda pelo G8, pela classificação. Se Deus quiser, nós vamos conseguir. Então, realmente, a gente não tinha um grupo formado para a Copa Paulista. Todas as outras equipes do nosso grupo treinavam visando apenas a Copa Paulista, e com o Guarani era diferente.”
“Primeiramente, o gol eu acabei de ver agora na câmera que a gente tem aqui do estádio, não estava impedido. O bandeira relatou que quem estava impedido era o Raí. Nós acabamos de ver ali que o Raí não estava impedido, nem o Léo Couto. O Raí veio de trás e o Léo Couto estava na mesma linha da bola. Mas, a partir do momento que a gente coloca a culpa na arbitragem, é porque deixamos de fazer a nossa parte dentro de campo. A arbitragem, do meu ponto de vista, errou.” analisou.
Já sobre o atleta japonês, destaque do Bugre na Copa Paulista, o treinador comentou:
“Hoje, o Ryuta não faz mais parte do grupo da Copa Paulista, ele faz parte do grupo da Série C. Então é simples por isso: se ele tivesse começado a jogar hoje, muito provavelmente perderia dois, três treinos da Série C, que é a nossa prioridade. Mas, mais uma vez, ele entrou muito bem, incendiou o jogo com seus dribles e suas jogadas individuais. Então a gente fica feliz por ele, porque foi um atleta que, se não fosse a Copa Paulista, provavelmente não teria tido nenhuma chance de jogar, pois só começou a ter oportunidade na Série C a partir das atuações dele na Copa Paulista. E a gente espera que, assim como ele fez hoje, ele possa ter outras oportunidades, mostrar seu valor e ajudar o Guarani, que é o que todos nós desejamos.”