Técnico valoriza postura do time, explica dificuldades na preparação e cita situação administrativa do clube após derrota para o Corinthians
Foto: Reprodução/PonTV Apesar da derrota por 3 a 0 para o Corinthians, na Neo Química Arena, pela estreia no Campeonato Paulista, o técnico da Ponte Preta, Marcelo Fernandes, destacou em entrevista após o jogo a postura competitiva de sua equipe e explicou os obstáculos enfrentados na preparação para a partida. Por conta da greve dos jogadores e problemas com transfer-ban, o elenco teve pouco tempo de trabalho e não contou com todos os reforços à disposição.
“Trabalhamos com os contratados até quinta-feira, quando fomos alertados que não teríamos condição de usá-los. Tivemos apenas dois dias para preparar a equipe e tentar fazer o melhor hoje contra o Corinthians”, afirmou o treinador.
Marcelo também elogiou o adversário e o trabalho de Dorival Júnior, com quem já trabalhou anteriormente. “O Corinthians é uma grande equipe, muito bem treinada por um dos grandes treinadores que eu tive o prazer de trabalhar. Sabíamos que iríamos sofrer”, completou.
O comandante alvinegro ressaltou o desempenho da Ponte Preta no primeiro tempo, período em que, segundo ele, a equipe conseguiu neutralizar a pressão inicial do Timão. “O time foi muito valente, principalmente no primeiro tempo. Sofremos pouco e acabamos sendo surpreendidos em um gol de bola parada, algo que trabalhamos muito”, explicou.
Mesmo com o placar elástico, o treinador fez questão de valorizar o esforço do elenco, em especial dos jovens promovidos da base. “Eu bati palma para todos no vestiário. Não é qualquer jogador que vem aqui e consegue segurar uma pressão tão forte como foi. Esses meninos corresponderam e muito”, destacou, agradecendo também o trabalho realizado nas categorias de base do clube.
Marcelo Fernandes ainda chamou atenção para as dificuldades físicas enfrentadas pela equipe, reflexo de uma pré-temporada irregular. “Começamos a pré-temporada no dia oito, paramos no dia vinte, ficamos doze dias parados e voltamos no dia dois para jogar no dia onze. Sabíamos que o lado físico seria preponderante no segundo tempo”, analisou.
Por fim, o treinador falou de forma aberta sobre a situação administrativa da Ponte Preta e a necessidade de regularizar os atletas para a sequência do Paulistão. “A realidade da Ponte Preta hoje é essa. Para fazer um campeonato seguro, precisamos nos livrar dessa questão burocrática. A diretoria está fazendo um esforço grande e acredito que isso será resolvido para termos tranquilidade nas próximas sete finais”, concluiu.