Treinador destaca força do elenco, agradece à torcida e afirma que CAV deixa de ser surpresa para virar time respeitado na competição
Foto: Reprodução/TSPO Votuporanguense se despediu do sonho do acesso após o empate sem gols diante do Juventus, na Arena Plínio Marin, na última noite de terça-feira, 28 de abril, mas saiu de campo com o reconhecimento por uma campanha histórica no Paulistão A2. Depois da eliminação na semifinal, o técnico Marcus Viola concedeu entrevista emocionada, lamentou o resultado, mas valorizou a trajetória construída pelo CAV ao longo da competição.
Para o treinador, o confronto foi decidido em detalhes ao longo dos 180 minutos, especialmente diante de um adversário experiente e competitivo. “É um jogo de 180 minutos, com dois adversários fortes. O detalhe faz muita diferença. No primeiro jogo teve alguns detalhes que fizeram a diferença para que o Juventus empatasse o jogo e saísse com o acesso”, analisou.
Mesmo frustrado pela vaga não conquistada, Viola ressaltou que o Votuporanguense encerra a Série A2 em outro patamar. Segundo ele, o clube deixa de ser visto como mero participante para passar a ser tratado como equipe de respeito dentro da divisão.
“Acho que a Votuporanguense, na próxima Série A2, já não entra como o patinho feio, como foi falado. Como aquela equipe que quem perdesse pontos para a Votuporanguense não iria classificar. Pelo contrário, a gente vai estar com respeito enorme na Série A2 no ano que vem”, afirmou.
O treinador também fez questão de agradecer o apoio vindo das arquibancadas. A Arena Plínio Marin recebeu grande público e criou um ambiente de decisão que emocionou comissão e jogadores. Viola citou a festa promovida pela cidade e destacou o peso do torcedor durante toda a caminhada.
“Agradecer ao torcedor que veio e fez uma festa linda. Uma festa linda, cara. Agradecer ao meu grupo de atletas, staff, diretoria. Deus quis que não fosse hoje e está tudo bem.”
Em tom bastante pessoal, Marcus Viola revelou ainda a dor por mais uma oportunidade de acesso que escapou em sua carreira, mas procurou tratar o momento com resignação.
“Dói, porque eu, particularmente, é pela terceira vez que bato jogo do acesso e eu não conquisto esse acesso. Mas lá na frente a gente vai entender os planos. Seguir com a cabeça erguida.”
Sobre o desempenho em campo, o treinador negou que as constantes bolas longas tenham sido uma estratégia desenhada previamente e explicou que a característica da partida acabou empurrando a equipe para um jogo mais direto, sobretudo pela tensão do placar e pelas mudanças forçadas por lesão.
“Acredito que foi uma coisa natural do jogo. Era uma carga muito alta. Um jogo de 90 minutos que quem toma um gol pode definir tudo. Alguns momentos do primeiro tempo a gente até conseguiu jogar um pouquinho, mas não conseguimos ser incisivos para criar chances. No segundo tempo, automaticamente, quando o jogo vai ficando 0 a 0, a gente precisa se abrir.”
Viola ainda lamentou os problemas físicos de Feitosa e Amorim, que alteraram o planejamento traçado para a reta final da partida, e voltou a exaltar a entrega do elenco.
“Eu quero parabenizar o meu grupo de atletas, esses caras foram guerreiros demais, trabalharam demais, lutaram demais. Não foi dessa vez, infelizmente.”
Por fim, o comandante deixou uma mensagem de esperança ao torcedor alvinegro e reforçou a confiança de que o clube retorna ainda mais fortalecido para a próxima edição da Série A2.
“Fica um gostinho ruim, mas que a gente possa erguer a cabeça. O CAV, ano que vem, entra muito forte, já não entra mais como o patinho feio da competição.”
Confira a coletiva: