Zagueiro afirma que não hesitou em voltar ao Tricolor e diz que a resposta precisa ser dentro de campo
Foto: Reprodução/São Paulo TV O São Paulo apresentou nesta terça-feira, 13 de janeiro, no CT da Barra Funda, o zagueiro Dória, um dos reforços do clube para a temporada. Aos 31 anos, o defensor volta ao Tricolor após passagem em 2015 e deixou claro que o peso da camisa foi decisivo para aceitar o convite, independentemente do momento político vivido pela instituição.
Durante a entrevista, Dória afirmou que não houve espaço para dúvida na decisão de retornar ao Morumbi.
– “Não tem como falar não para um clube como o São Paulo. Essas outras questões (políticas) não correspondem muito a mim. Minha questão é trabalhar, jogar futebol e fazer meu melhor para ter resultado positivo. No futebol, tudo se resolve com resultado positivo.”
– “Se tem um jogador no mundo que pensa duas vezes para vir ao São Paulo, está muito errado. Se tivesse uma proposta para jogar, não sei, na Índia, que é um futebol não tão vistoso, tudo bem, tem questão de idioma, escola para filhos, adaptação… Mas jogar no São Paulo… Qualquer pessoa não tem como pensar duas vezes.”
O zagueiro também comentou sobre o cenário institucional do clube, que nesta semana vive a expectativa de uma votação no Conselho Deliberativo para decidir o futuro do presidente Julio Casares. Para Dória, o foco dos atletas deve permanecer no desempenho esportivo.
– “Entendo essas coisas, de passar para o torcedor tudo o que está acontecendo, mas isso, para a gente que é jogador, tem de botar tudo dentro de campo. A única maneira de responder, dar alegria para a torcida, é vencer. A gente não pode se abalar por qualquer outra coisa que podem falar. Aí, no final, era só uma fofoca… Ninguém nunca vai saber a verdade e temos de dar alegria à torcida.”
Segundo o defensor, situações semelhantes já fizeram parte da sua trajetória em outros clubes, e isso não pode ser usado como justificativa para queda de rendimento.
– “São coisas que acontecem e são normais no mundo do futebol. Aconteceu comigo no Botafogo. Último ano, de eleição. Repito, quem pode resolver isso são os jogadores. Dar resultado positivo. Não usar isso como uma desculpa. Quem erra e quem acerta, somos nós. Temos de estar concentrados no nosso trabalho.”
– “Vivi isso lá no México. Teve um tempo que o dono do time não podia nem entrar no México. E no final das contas tudo se resolveu. Continuamos trabalhando, focados. Para mim, desde o dia que cheguei aqui não faltou nada. A estrutura que tem o São Paulo é covardia. Até comparando… As melhorias que fizeram, vestiário, as instalações. É de igual para igual para qualquer time da Europa. Para a gente não falta nada.”
Dória também revelou o impacto emocional de voltar ao clube depois de tantos anos atuando no exterior.
– “Foi muito legal (voltar ao CT). Uma sensação que eu não sabia que eu precisava até sentir. Ver esse cara (assessor de imprensa) que já está aqui há 50 anos (risos). Sou muito feliz por chegar e ver o pessoal, ver o pessoal da limpeza, do restaurante, o fotógrafo que está ali atrás. É uma felicidade tremenda. Não sabia que eu precisava sentir isso até voltar.”
O zagueiro se junta ao goleiro Carlos Coronel e ao volante Danielzinho como os primeiros reforços apresentados pelo São Paulo nesta temporada.
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