Promotor do Ministério Público de São Paulo solicita imagens da sede e investiga possível contato de Andrés Sanchez com dirigentes, mesmo após restrições judiciais
Foto: Danilo Fernandes/Meu Timão A investigação envolvendo o Corinthians ganhou um novo capítulo após o promotor Cássio Conserino, do Ministério Público de São Paulo, considerar a possibilidade de solicitar uma busca e apreensão na sede social do clube, no Parque São Jorge. O objetivo seria recolher imagens das câmeras de segurança do quinto andar, área onde fica a presidência.
A apuração gira em torno de um suposto contato do ex-presidente Andrés Sanchez com integrantes da atual gestão, mesmo após uma decisão judicial que o impede de frequentar as dependências do clube ou manter contato com dirigentes desde dezembro.
Diante do cenário, o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, optou por interromper temporariamente investigações internas relacionadas ao uso de cartões corporativos em administrações anteriores. A justificativa foi evitar qualquer conflito com as determinações da Justiça.
O caso também provocou desconforto dentro do Conselho, já que conselheiros alegam não terem sido formalmente informados sobre as restrições impostas ao ex-mandatário.
Entre as medidas solicitadas pelo Ministério Público estão os registros de segurança do dia 1º de dezembro — data em que Sanchez compareceu a um depoimento — além dos contatos do conselheiro André Negrão e do secretário-geral Antônio Jorge Rachid Júnior. A intenção é verificar a existência de encontros presenciais e comunicações telefônicas.
Até o momento, o Corinthians não se pronunciou oficialmente sobre a possibilidade de uma ação de busca e apreensão em sua sede.