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MPT investiga Ponte Preta por denúncias de assédio e salários atrasados

Clube vive grave crise financeira e acumula problemas dentro e fora de campo

Por: Lucas Soares
7 horas atrás em 11 de abril de 2026
Foto: Divulgação

A situação extracampo da Ponte Preta ganhou mais um capítulo delicado nesta semana. O Ministério Público do Trabalho confirmou que abriu investigação para apurar denúncias de assédio moral e atrasos salariais envolvendo o clube campineiro. Os detalhes do caso seguem sob sigilo.

De acordo com o órgão, o processo foi dividido em dois procedimentos distintos. No caso das denúncias de assédio moral, o sindicato da categoria foi acionado e terá um prazo de 10 dias para apresentar informações e possíveis provas sobre situações de abuso no ambiente de trabalho. Já a questão dos atrasos salariais foi encaminhada para análise em Brasília, que definirá se o caso se enquadra como uma demanda coletiva ou individual.

Internamente, o cenário é considerado crítico. Segundo apuração do GE, há jogadores que receberam apenas três salários desde junho de 2025, além de profissionais ligados ao futebol que estão próximos de completar um ano sem pagamento. Funcionários administrativos também enfrentam dificuldades, convivendo com vencimentos atrasados e incertezas sobre a regularização.

Durante a semana, o Sindicato de Atletas de São Paulo informou que a diretoria da Ponte Preta prometeu quitar ao menos uma parte dos débitos até os próximos dias, embora não tenha estipulado uma data exata. O clube, por sua vez, optou por não se manifestar oficialmente sobre o caso até o momento.

A crise já impacta diretamente o ambiente esportivo. Após a derrota para o Náutico, o goleiro Diogo Silva fez um desabafo público e alertou para o risco de novos rebaixamentos caso a situação não seja resolvida. A Ponte já caiu no Campeonato Paulista nesta temporada e enfrenta dificuldades também na Série B.

Além disso, casos recentes expõem a gravidade do momento. Um lateral que rescindiu contrato chegou a organizar uma rifa de itens pessoais para obter renda, enquanto o atacante Bruno Lopes acionou a Justiça cobrando cerca de R$ 2 milhões e solicitando a rescisão contratual por falta de pagamentos.

Dentro de campo, o momento também é ruim. A Ponte soma apenas um ponto na Série B, ainda sem vitórias, e ocupa a zona de rebaixamento. No total da temporada, entre diferentes competições, a equipe acumula dez derrotas, dois empates e apenas uma vitória, refletindo a crise que atinge o clube em todas as áreas.