Saída do ídolo abre lacuna no futebol do Tricolor, e ex-capitão ganha força nos bastidores
Foto: Reprodução | Instagram @muricyramalhoreal O São Paulo caminha para uma mudança simbólica e estrutural em seu departamento de futebol. Segundo apuração do Uol Esporte, Muricy Ramalho deixará o cargo de coordenador-geral nos próximos dias, decisão motivada por questões pessoais. A saída do ídolo tricolor encerra um ciclo de liderança interna e abre espaço para uma reformulação sensível na gestão do clube.
Com a iminente despedida de Muricy, um nome passou a ganhar força nos bastidores do Morumbi: Rafinha. Ex-lateral e capitão do São Paulo, o ex-jogador é visto como opção para ocupar uma função estratégica no futebol, fazendo a ligação entre elenco, comissão técnica e diretoria. De acordo com o jornalista Vinicius Furlan, uma oferta oficial pode ser apresentada em breve.
Sem Muricy, o departamento de futebol ficaria, ao menos inicialmente, sob a responsabilidade direta do executivo Rui Costa e de Marcos Biasotto, head de transição. A ausência de um coordenador-geral, porém, escancara uma lacuna importante na estrutura: a figura responsável por avaliações técnicas, leitura de ambiente e mediação diária com o elenco.
A mudança acontece em meio a um período turbulento nos bastidores do clube. A nova gestão, comandada pelo presidente Harry Massis Júnior, sofre pressão para promover ajustes profundos após os problemas administrativos herdados da gestão anterior, marcada por escândalos e instabilidade política.
Internamente, Rui Costa segue prestigiado e deve ganhar ainda mais autonomia para conduzir as decisões do futebol. Já dentro de campo, o técnico Hernán Crespo enfrenta o desafio de reorganizar a equipe em um início de temporada irregular, com desempenho defensivo abaixo do esperado no Campeonato Paulista.
O cenário tende a se agravar com a saída do volante Alisson, que deve assinar empréstimo com o Corinthians nesta sexta-feira (23), diminuindo ainda mais as opções do elenco.
Em campo, o São Paulo tenta virar a chave neste sábado (24), quando enfrenta o Palmeiras, na Arena Barueri. O clássico surge como oportunidade de resposta após dois tropeços consecutivos — empate com o Corinthians e derrota para a Portuguesa — em um momento em que o clube vive instabilidade dentro e fora das quatro linhas.