No episódio 131 do TSP Exclusiva, conversamos com Edson Kruss, técnico do Nacional Sub-20, que comandará o clube na Copinha 2026
Foto: 123clicou No episódio 131 do TSP Exclusiva, conversamos com Edson Kruss, técnico do Nacional Sub-20, que comandará o clube na Copinha 2026. Entre a leitura do grupo e os bastidores de preparação, um ponto ficou claro: Edson quer um Nacional de intensidade alta, com competitividade constante e uma identidade que parte do coletivo.
Ele até evita apontar “um craque” do elenco. Em vez disso, ele valoriza o grupo como diferencial. Para Edson, a grande marca do time é a forma como os jogadores competem, disputam e se doam em cada duelo.
“Eu costumo falar para os próprios meninos: o melhor jogador do nosso time é o grupo, é o elenco. É como eles pelejam por cada metro quadrado ali do campo, mais precisamente por cada centímetro quadrado. É um time muito agressivo, é um time muito obrigador. Essa tem sido a característica do nosso time durante todo o ano. (…) O nosso jogador mais forte é o grupo.”
Na prática, Edson descreve um time que joga no limite da intensidade. O Nacional quer brigar por bola. Quer vencer duelo. Quer sustentar competitividade do primeiro ao último minuto.
Ele também chama atenção para um detalhe importante: intensidade não pode virar descontrole. Por isso, no treino, ele “equaciona” a carga para evitar lesões.
“É um time muito agressivo. Nos treinos eu tenho que controlar isso. Então eu tenho que equacionar isso nos treinos para que eles não se machuquem. É um time muito, muito competitivo.”
Essa fala revela uma equipe que tenta transformar energia em padrão. Ou seja: não é só “raça”. É agressividade com método.
Outro traço que Edson enfatiza é o comportamento de quem sai do banco. Ele gosta de ver o time mantendo intensidade mesmo quando muda peças. Isso pesa em Copinha, porque o calendário é curto e o desgaste chega rápido.
“Quando a galera substitui o companheiro que deixa o campo ali, ou por uma contusão, os jogadores que entram, eles entram dando a vida. Então estou muito satisfeito com o grupo. (…) O torcedor pode esperar muita briga, muita entrega, muita agressividade, muita competitividade, por cada duelo embaixo ou em cima.”
Aqui tem um ponto importante: na entrevista, Edson não citou nomes de destaques. Ele faz isso por convicção. Ele prefere proteger o coletivo e reforçar a ideia de elenco forte.
Então, se você está procurando “3 nomes para ficar de olho”, a resposta dele é outra: o destaque é o grupo. E isso, por si só, já diz muito sobre o Nacional que ele quer ver em campo.
Edson também reforça um caminho bem objetivo. Primeiro, passar da fase de grupos. Depois, ajustar metas. Esse tipo de discurso costuma combinar com equipes intensas, porque reduz ansiedade e coloca foco no jogo da vez.
“A princípio, a primeira meta é passar da primeira fase. E aí, passando da primeira fase, vamos estabelecendo as metas e os objetivos.”