Comissão técnica evita entrevistas após suspensão do treinador e reforça insatisfação com decisões do STJD
Foto: Cesar Greco/PalmeirasO Palmeiras passou a adotar uma postura incomum nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro ao evitar entrevistas coletivas após os jogos. A decisão ficou evidente novamente após a vitória sobre o Athletico-PR, quando apenas jogadores falaram com a imprensa. A comissão técnica optou por manter silêncio como forma de posicionamento institucional.
A medida está diretamente ligada à punição imposta ao técnico Abel Ferreira pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva. O treinador foi suspenso por sete partidas após expulsões em jogos contra Fluminense e São Paulo. Internamente, há o entendimento de que a decisão foi excessiva, o que gerou forte insatisfação no clube.
Inicialmente, a ausência de entrevistas havia sido uma decisão conjunta entre diretoria e comissão técnica. No entanto, nos jogos mais recentes, a escolha partiu exclusivamente dos membros da comissão, que decidiram manter a postura como forma de protesto. O grupo entende que o clube foi prejudicado em relação a outros casos semelhantes julgados recentemente.
Outro fator que aumentou o incômodo foi a comparação com decisões envolvendo outros atletas. A liberação de efeito suspensivo em situações consideradas parecidas reforçou a percepção de tratamento desigual. Esse cenário contribuiu para a adoção da chamada “lei do silêncio” nos bastidores do clube.
Apesar da postura adotada, o Palmeiras não descarta mudanças nas próximas partidas. A decisão sobre conceder ou não entrevistas seguirá sendo avaliada jogo a jogo. Enquanto isso, o clube mantém o foco nas competições e tenta lidar com o impacto da ausência de Abel Ferreira à beira do campo no Brasileirão.