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Palmeiras aumenta valor cobrado da WTorre na Justiça, veja

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2 anos atrás em 14 de fevereiro de 2024
Foto: Divulgação/Allianz

O Palmeiras aumentou para R$ 160 milhões o montante que reivindica da Real Arenas, uma subsidiária da WTorre encarregada da administração do Allianz Parque.




Este valor corresponde ao suposto não repasse de receitas pelo clube, acumuladas desde 2015. Enquanto a disputa continua, os eventos continuam a ser realizados, o que significa que a quantia reclamada pelo Verdão continuará a crescer durante o processo.


Esta ação legal foi iniciada em 2017, durante a gestão do ex-presidente Maurício Galiotte. O Palmeiras está cobrando os percentuais das receitas do Allianz Parque estipulados em contrato.


As fontes de receita citadas pelo Palmeiras incluem aluguel para shows, exploração de espaços como lanchonetes e estacionamentos, além de aluguel de cadeiras, camarotes e direitos de nome. O valor que o Palmeiras tem direito aumenta ao longo dos 30 anos de parceria (consulte a tabela completa abaixo).


A construtora contesta o valor e argumenta que existem discussões sobre os montantes a pagar e a receber da parceria em arbitragem. No entanto, a cobrança mencionada está sendo feita pelo Palmeiras na Justiça Comum.


A visão do clube é que a dívida é incontestável, já que a WTorre apresenta relatórios mensais, como previsto no acordo, detalhando as receitas das quais o Palmeiras teria direito a uma porcentagem.


Portanto, o clube também argumenta que não pode ser tratado como uma questão de arbitragem, onde os parceiros negociam questões sobre as quais há divergência de interpretação no contrato.


Além da ação de R$ 160 milhões, o Palmeiras planeja entrar com outra ação judicial contra a parceira, desta vez devido aos prejuízos causados pelo Allianz Parque estar interditado. Na opinião da presidente Leila Pereira, a construtora não está mantendo adequadamente o gramado.


A questão se tornou caso de polícia, além do processo na justiça para reivindicar os repasses, o Palmeiras solicitou que a polícia investigue a Real Arenas. A diretoria alviverde deseja que sejam investigados possíveis crimes de apropriação indébita e associação criminosa.


Leila, sempre que possível, critica a empresa e já classificou o acordo firmado com a WTorre por 30 anos como um “mau negócio” para o clube.


No início deste ano, a presidente declarou que o Palmeiras poderia herdar um “Coliseu” ao final do contrato, tornando pública a preocupação dentro do clube de que, com o tempo, a manutenção da arena seja cada vez mais negligenciada.


Até quando vai a parceria entre Palmeiras e WTorre?

Os 30 anos da parceria começaram a valer a partir da inauguração da arena, no fim de 2014. Ou seja, o contrato entre o clube e a construtora é válido até novembro de 2044.


Qual o percentual a que o Verdão tem direito nas receitas?

As receitas do Palmeiras pela locação da arena para eventos, além da exploração de áreas como lojas, lanchonetes e estacionamento são:


Até 5 anos da abertura: 20%

De 5 anos até 10 anos da abertura (estágio atual): 25%

De 10 anos até 15 anos da abertura: 30%

De 15 anos até 20 anos da abertura: 35%

De 20 anos até 25 anos da abertura: 40%

De 25 anos até 30 anos da abertura: 45%

Já as receitas pela locação de cadeiras, camarotes, além do naming rights com a Allianz são:


Até 5 anos da abertura: 5%

De 5 anos até 10 anos da abertura (estágio atual): 10%

De 10 anos até 15 anos da abertura: 15%

De 15 anos até 20 anos da abertura: 20%

De 20 anos até 25 anos da abertura: 25%

De 25 anos até 30 anos da abertura: 30%