Carlinhos analisa impacto do calendário enxuto na carreira do jogador
Fotos: Douglas Moreti / Arquivo pessoal O formato atual do Paulistão impõe um desafio que vai além do aspecto técnico: a gestão da própria carreira em um campeonato de poucas datas. Para Carlinhos, disputar uma competição com número reduzido de jogos exige do atleta uma postura diferente, mais intensa e estratégica, especialmente para quem atua em clubes fora do eixo financeiro dos grandes.
“Complica muito, porque o atleta não espera jogar só oito jogos”, afirmou o zagueiro. Segundo ele, a curta duração do torneio aumenta a pressão individual e coletiva. “Ainda mais começo de temporada. Se você pensar: ‘caramba, só tem oito jogos’, é meio complicado.”
A análise vai além do desempenho em campo. Em um cenário de contratos curtos e calendário fragmentado, cada partida pode definir os próximos passos da carreira. “A gente tem que se doar o máximo para estender esse campeonato ou até mesmo conseguir coisas melhores para depois”, explicou.
Nesse contexto, a vaga garantida na Série D surge como fator de equilíbrio para alguns jogadores, mas não resolve o problema estrutural. “É bom que a permanência do ano passado garantiu essa vaga na Série D. Para quem tem um contrato um pouquinho mais extenso, já tem algum campeonato garantido”, disse. Ainda assim, ele reconhece que essa não é a realidade da maioria dos atletas.