Clube indicou receitas da Copa do Brasil como garantia por atraso no PEPT
Foto: Júlio César Costa/Pontepress A Justiça do Trabalho determinou a penhora de R$ 1,54 milhão da Ponte Preta após o clube indicar receitas da CBF como garantia para o pagamento de parcelas atrasadas do Plano Especial de Pagamento Trabalhista (PEPT). A decisão é da última terça-feira, 3, assinada pela juíza Bruna Muller Stravinski, do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região.
A Ponte acumulou dez meses de inadimplência no acordo firmado com a Justiça do Trabalho e tinha até o dia 30 de janeiro para regularizar a situação ou apresentar uma alternativa. Sem recursos em caixa, o clube ofereceu como garantia os valores a receber pela participação na terceira fase da Copa do Brasil, previstos para março.
“Expeça-se ofício à CBF para a penhora e imediata transferência da importância de R$ 1.540.000,00 decorrentes de toda e qualquer receita devida à Associação Atlética Ponte Preta”, diz trecho da decisão.
Segundo a advogada Talita Garcez, representante do departamento jurídico da Ponte, a medida funciona como uma salvaguarda temporária.
“Como temos a receita da Copa do Brasil prevista para receber em março, pedimos para segurar esses valores referentes ao atraso. Se a Ponte não regularizar depois de receber o pagamento da CBF, aí esse valor fica penhorado”, explicou.
O PEPT foi firmado em agosto de 2023 e unificou ações trabalhistas contra o clube em um processo piloto, com a previsão de depósitos mensais ao longo de seis anos. Atualmente, a parcela gira em torno de R$ 150 mil.
O presidente Luiz Torrano confirmou o atraso, mas afirmou que o clube tenta regularizar a situação.
“Realmente estamos atrasados. Conversamos e explicamos que vamos pagar agora no mês de fevereiro. Não é um bloqueio. É uma garantia. Nós que sugerimos isso”, disse à Rádio Central.
A penhora se soma a outro bloqueio sofrido em novembro, quando a Ponte teve recursos retidos por uma dívida de R$ 1,2 milhão com o técnico Hélio dos Anjos. Em meio à grave crise financeira, com salários atrasados e transfer ban no início do Paulistão, a Macaca ocupa a lanterna do estadual e está quase rebaixada para a Série A2.