Com o fim do primeiro turno, a equipe amarga a vice-lanterna, com apenas duas vitórias
Foto: Fábio Leoni/Ponte PretaA Ponte Preta encerrou o primeiro turno da Série B do Brasileirão fazendo história, mas de forma nada positiva. Após perder por 3 a 2 para o Operário-PR, a Macaca atingiu a marca inédita de 15 derrotas em 19 rodadas, estabelecendo o pior desempenho de um clube no turno desde a adoção dos pontos corridos, em 2006.
O time de Campinas superou as campanhas negativas de Ipatinga (2012) e Oeste (2020), que haviam registrado 14 derrotas cada um na primeira metade da competição. Além disso, acumula outras marcas preocupantes nesta temporada.
Entre os destaques negativos, a Ponte Preta chegou à sua maior sequência de derrotas do século, somando oito tropeços seguidos, superando a marca de sete na edição de 2005 do Brasileirão.
A defesa também amarga um recorde negativo: foram 38 gols sofridos em 19 jogos, o maior número da história do clube em um turno de Brasileiro e a defesa mais vazada da atual Série B.
O técnico Márcio Zanardi entrou para a história da Macaca ao perder os sete primeiros jogos no comando — pior início entre todos os treinadores do clube.
Com apenas oito pontos conquistados, a Ponte também detém a pior campanha de um time de Campinas em um turno de Série B, superando o Guarani, que havia somado 11 pontos em 2024.
Com o fim do primeiro turno, a equipe amarga a vice-lanterna, com apenas duas vitórias, e está a 12 pontos do Londrina, primeiro time fora do Z4. Ou seja, somente uma campanha milagrosa no segundo turno poderá livrar a Macaca de mais um rebaixamento no ano.
Segundo as estatísticas fornecidas pelo Departamento de Matemática da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), o time comandado por Márcio Zanardi — que, desde que assumiu, ainda não venceu: são sete jogos e sete derrotas — tem 97,3% de chances de cair para a Série C do Campeonato Brasileiro.
Para se livrar da degola, estima-se que a pontuação necessária gire em torno de 44 ou 45 pontos, o famoso “número mágico” da permanência nos Campeonatos Brasileiros.
Assim, a Ponte precisará de 12 vitórias para somar 36 pontos e chegar aos 44, ou então de 12 vitórias e um empate para alcançar os 45 e ter uma margem mais segura. Em 19 partidas, isso corresponde a um aproveitamento superior a 63%.
Para se ter noção da dificuldade do feito, o líder Criciúma, que tem 11 vitórias, seis empates e duas derrotas, soma 39 pontos e possui 68% de aproveitamento.
Sem vencer há 13 partidas, a Ponte Preta recebe o Athletic no Moisés Lucarelli, na próxima terça-feira, às 19h30, tentando iniciar uma reviravolta no segundo turno.




