Macaca joga mais de uma hora com dez atletas após expulsão de Diego Tavares e segura o 0 a 0 pela 11ª rodada da Série B
Foto: Karen Fontes/ @brasileiraobPonte Preta e Botafogo-SP empataram sem gols na noite desta segunda-feira, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, pela 11ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.
O resultado teve gosto de resistência para a Macaca, que atuou com um jogador a menos desde os 31 minutos do primeiro tempo após a expulsão de Diego Tavares. Mesmo em desvantagem numérica durante mais de uma hora de partida, a equipe conseguiu segurar a pressão do adversário e garantiu um ponto diante de sua torcida.
O Botafogo-SP foi superior em boa parte do confronto, especialmente após a expulsão do atacante pontepretano, criando as melhores oportunidades e obrigando o goleiro Diogo Silva a trabalhar. No entanto, a equipe de Ribeirão Preto não conseguiu transformar o volume ofensivo em gol.
Nos minutos finais, a Ponte ainda teve a chance de sair com a vitória em uma arrancada de Palacios, mas a arbitragem ignorou os pedidos de pênalti após dividida na área.
Escalações
Ponte Preta: Diogo Silva; Weverton (Márcio Silva), Lucas Cunha, Júlio e Danilo Barcelos (Kevyson); Tárik (Léo Gomes), André Lima e Élvis; William Pottker (Palacios), Diego Tavares e David da Hora (Baianinho). Técnico: Alberto Valentim.
Botafogo-SP: Victor Souza; Inocêncio, Wallace, Vilar (Pedrinho) e Patrick Brey; Morelli, Leandro Maciel (Jefferson Nem) e Rafael Gava (Thiago Moraes); Kelvin (Arthur Caíke), Zé Hugo (Wesley Santos) e Hygor. Técnico: Allan Aal.
Primeiro tempo
O Botafogo-SP iniciou a partida pressionando e criou as principais chances dos primeiros minutos. Patrick Brey foi uma das armas ofensivas mais perigosas do Pantera, participando de diversas jogadas pela esquerda. Vilar também levou perigo em bolas paradas, exigindo boas intervenções de Diogo Silva.
A Ponte respondeu em algumas oportunidades, principalmente com Diego Tavares e William Pottker, mas o panorama da partida mudou aos 31 minutos. Após revisão do VAR, a árbitra Edina Alves Batista anulou o cartão amarelo inicialmente aplicado e expulsou Diego Tavares por uma cotovelada em Patrick Brey. Mesmo com dez jogadores, a Macaca conseguiu equilibrar as ações até o intervalo, enquanto o Botafogo desperdiçou boas oportunidades, incluindo uma cabeçada de Vilar defendida por Diogo Silva.
Segundo tempo
Com um jogador a mais, o Botafogo-SP voltou para a etapa final ocupando o campo de ataque e buscando o gol. Hygor, Zé Hugo, Kelvin e Rafael Gava participaram das principais investidas do Pantera, que acumulou escanteios e finalizações, mas encontrou dificuldades para superar o sistema defensivo da Ponte.
A equipe campineira apostou nos contra-ataques e quase surpreendeu com William Pottker e, mais tarde, em uma grande jogada individual de Palacios. Aos 45 minutos, o defensor arrancou desde o campo de defesa, invadiu a área e finalizou para defesa de Victor Souza. No rebote, Baianinho caiu em disputa com a marcação e os jogadores da Ponte reclamaram de pênalti, não assinalado pela arbitragem.
Nos acréscimos, o Botafogo-SP manteve a pressão e ainda levou perigo com Arthur Caíke e Morelli, mas sem sucesso. Após o apito final, Luis Phelipe, que estava no banco da Ponte Preta, recebeu cartão vermelho por reclamação. O empate sem gols acabou premiando a resistência da Macaca e frustrando o Pantera, que teve mais posse e oportunidades durante a partida.