Ponte Preta tem apenas 4 profissionais garantidos contra o América-MG

Todos recebem salários dos times nos quais pertencem

Por: Murilo Godoy
9 minutos atrás em 27 de agosto de 2026
Brandão, atacante da Ponte Preta - Foto: Marcos Ribolli

Na manhã desta quarta-feira (26), no CT do Jardim Eulina, os jogadores da Ponte Preta decidiram não treinar. Os atletas nem trocaram de roupa.

A greve ocorre em meio a meses de salários atrasados. Uma notificação foi entregue ao executivo João Brigatti pelos atletas e também enviada por e mail para a presidência e para o departamento jurídico do clube.

Uma nota assinada pelos atletas (27 ao todo, segundo os advogados), com fortes críticas à diretoria executiva, citou que a paralisação será mantida até a regularização das pendências. A decisão vale para jogos e treinos.

Um ultimato já tinha sido dado na semana passada, quando os jogadores publicaram que alguns estão sem receber há cerca de seis meses e iam parar o futebol do clube se as pendências não fossem regularizadas até o dia 25 de agosto (última terça-feira).

A Macaca visita o América-MG no domingo (30), às 16h, correndo o risco de W.O. Porém, existe a possibilidade de utilização do sub-20 do clube. Com diversas saídas também na base, a Ponte pode ser rebaixada no Paulistão da categoria.

Para o duelo, a Ponte Preta tem apenas quatro profissionais garantidos. São eles: os zagueiros Lucas Cunha e Sergio Palacios, e os atacantes Brandão e David da Hora.

Os atletas estão emprestados, e recebem salários dos clubes nos quais pertencem. Os defensores estão emprestados pelo Red Bull Bragantino, e os atacantes pelo Coritiba.

A diretoria tenta reverter a decisão de alguns jogadores do grupo principal para, somando aos jovens das categorias de base, ter número suficiente para voltar a treinar já nesta quinta-feira (27), à tarde.

Em paralelo, também existe a busca por recursos emergenciais para ao menos quitar parte dos salários atrasados. Internamente, a conta é que aproximadamente 15 peças estão à disposição no momento.

O departamento de futebol espera não ter que chamar mais atletas da base – sub-20 e sub-17, até pelo fato de as categorias menores estarem envolvidas em competições.

O sub-20 da Ponte Preta só volta a atuar no dia 4 de setembro, contra o Mirassol. A Macaca terá a semana livre, e deve contar com cerca de oito retornos, antes entregues ao Departamento Médico.

A intenção do grupo principal não é chegar ao ponto de o clube dar W.O. Por isso, existe uma conversa de deixar cada um livre para decidir o que fazer em relação aos jogos.

A possibilidade de atuar com um time praticamente sub-20 em uma Série B teria sido o estopim para a saída de Márcio Zanardi. Para a sua vaga, a Ponte Preta já decidiu um novo substituto.

Trata-se do técnico Gilson Kleina, que chega para a sua sexta passagem pelo clube. Kleina desembarca e, Campinas nesta quinta-feira (27), mas só comandará o treino de sexta. Com apenas dez pontos, a Ponte é a lanterna da Série B, e está a 18 jogos sem vencer.