Plano financeiro da gestão segue distante da realidade do clube
Foto: Elias Aredes Junior- Arquivo PontepressA Ponte Preta voltou a enfrentar problemas financeiros em 2026. Após um breve período de alívio entre o fim do Paulistão e o início das disputas da Copa do Brasil e da Campeonato Brasileiro Série B, o clube voltou a conviver com salários atrasados.
A situação ganhou ainda mais repercussão após o desabafo do goleiro Diogo Silva, feito depois da derrota para o Náutico. O jogador cobrou mudanças internas e alertou para o risco de um novo rebaixamento caso o cenário extracampo não seja resolvido.
Em meio à crise, torcedores resgataram nas redes sociais promessas feitas pela chamada “Chapa MRP”, grupo que apoiou a eleição da atual gestão, que tem como vice-presidente Eberlin, ainda em 2021.
No plano de negócios apresentado à época, a projeção era de crescimento significativo nas receitas do clube. A estimativa indicava um salto de R$ 35 milhões em 2022 para R$ 260 milhões em 2030, com previsão intermediária de R$ 140 milhões já em 2026, números que, até o momento, estão distantes da realidade atual.
O projeto também previa, para o período entre 2026 e 2029, uma fase de expansão, com metas como a modernização do Estádio Moisés Lucarelli, maior protagonismo na venda de atletas, redução de dívidas e presença frequente na Copa Sul-Americana.
Entretanto, parte do grupo político responsável pelo plano se desfez ainda no período de transição após as eleições, em novembro de 2021. Desde então, a diretoria atual acumula cinco anos de gestão sem alcançar as metas traçadas inicialmente.