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Por que a Ponte jogou de preto contra o Criciúma? Entenda:

Isso ocorreu simplesmente pela Alvinegra não ter disponível o enxoval branco

Por: Murilo Godoy
1 hora atrás em 9 de julho de 2026
Foto: Marcos Ribolli/Ponte Preta

Em um jogo de muitas polêmicas, a Ponte Preta foi derrotada pelo Criciúma por 2 a 1 nesta quarta-feira (8), no estádio Moisés Lucarelli, pela 17ª rodada da Série B.

Mas um detalhe em si chamou muita atenção: mesmo atuando em casa, a Ponte jogou com o uniforme inteiro preto. Isso ocorreu simplesmente pela Alvinegra não ter disponível o enxoval branco, o principal da coleção. Mas qual a história por trás disso?

De acordo com apuração da reportagem, o sumiço das camisas brancas aconteceu por culpa única e exclusiva de um atual funcionário do clube.

Quando chega um enxoval novo no clube, uma certa quantidade de camisetas vai exclusivamente para a loja da Ponte Preta, que não tem nenhuma relação com a instituição, e a outra parte diretamente para o clube. E obrigatoriamente, essas camisas precisam durar até o final do ano, muitas vezes, por não existir uma reposição rápida e repentina. Por jogo, são dadas três camisas para cada jogador, uma média de 60 a 70 uniformes por partida.

Um funcionário do clube, que não será citado por respeito às fontes e à integridade da matéria, é o responsável por colocar os patrocinadores, tamanhos e números nas camisas, de acordo com a demanda pedida pelo clube em cada jogo.

Há algum tempo atrás, o controle dos uniformes era feito de maneira extremamente rigorosa por um profissional do clube, que hoje já não faz mais parte do quadro de funcionários da Ponte Preta. Nada saía do estoque sem autorização. Porém, após o desligamento desse profissional, o funcionário anteriormente citado, começou a pegar as camisas do clube, alegando que o atleta não havia realizado a devolução do uniforme, e revende para torcedores, principalmente colecionadores, com um preço na faixa de 200 reais.

Quando isso começou a ficar explícito, “laranjas” começaram a ajudar nas revendas. Isso é feito desde 2021, e já foi reportado à diretoria, mas ninguém tomou uma atitude em relação ao tema. A reportagem inclusive tentou comprar uma camisa de jogo com um dos vendedores, e comprovou todos os fatos antes de finalizar a matéria.