Notícias da Portuguesa: Alex Bourgeois defende regulamentação das bets

Presidente da Portuguesa SAF critica proibição das apostas e defende fiscalização, educação e proteção aos usuários

Por: Jhonatan Moraes
8 horas atrás em 1 de outubro de 2026
Foto: Divulgação/Portuguesa

O presidente da Portuguesa SAF, Alex Bourgeois, defendeu a regulamentação e a fiscalização das bets no Brasil após o Governo Federal publicar a Medida Provisória 1.394/2026, que proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade das empresas de apostas no país.



Para o dirigente, a discussão sobre as bets no Brasil também envolve diretamente o futebol. As casas de apostas se tornaram uma importante fonte de receitas para clubes, competições e outros setores ligados à modalidade.

Segundo Bourgeois, 18 dos 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro tinham uma casa de apostas como patrocinadora máster em 2025. O dirigente afirma que o setor movimentava aproximadamente R$ 1,1 bilhão por temporada.

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“Portanto, quando discutimos proibir sua publicidade e seus patrocínios, não estamos falando apenas de apostas. Estamos falando também de futebol”, afirmou.

O presidente da Portuguesa reconhece que existem problemas relacionados ao mercado de apostas e que medidas de proteção precisam ser adotadas, principalmente para crianças, adolescentes e pessoas consideradas vulneráveis.

Na avaliação do dirigente, o enfrentamento do problema deve envolver educação e informação, além do combate à propaganda enganosa e da criação de mecanismos para limitar e tratar casos de comportamento compulsivo.

Bourgeois defende que as empresas sejam submetidas a regras e fiscalização mais rígidas, em vez de uma proibição ampla da atividade.

Impacto das bets no futebol

Alex Bourgeois também chamou atenção para a dependência financeira criada pelo mercado de apostas dentro do futebol brasileiro.

O dirigente questionou como os recursos atualmente investidos por essas empresas seriam substituídos caso os patrocínios fossem retirados definitivamente do esporte.

“Antes de simplesmente acabar com tudo isso, precisamos discutir quem substituirá esse dinheiro”, disse.

Segundo Bourgeois, uma eventual redução dos investimentos das bets poderia atingir não apenas os grandes clubes, mas também equipes menores, competições, federações, emissoras e profissionais que trabalham no futebol.

Caminho defendido pela Portuguesa

Para o presidente da Portuguesa SAF, o caminho para lidar com os problemas relacionados às apostas passa por regulamentação, fiscalização e educação.

“Por isso, acredito que o caminho deveria ser outro: regulamentar, fiscalizar, educar e proteger principalmente crianças e vulneráveis.”

Bourgeois também defende uma comunicação mais responsável por parte das empresas e o combate rigoroso à manipulação de resultados.

Na visão do dirigente, as bets devem ser tratadas como entretenimento, e não como investimento ou uma promessa de enriquecimento. A discussão, segundo ele, precisa considerar tanto os riscos associados às apostas quanto o impacto econômico que o setor passou a representar para o futebol brasileiro.