Clube estima débito de R$ 2,2 milhões e solicitou à ANRESF que o jogador seja impedido de atuar até a regularização dos pagamentos.
Foto: Ronaldo Barreto/NETLUSA A Portuguesa acionou a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), responsável pelo Fair Play Financeiro no Brasil, para cobrar valores em atraso do Vitória pela negociação do atacante Renê. Além de exigir o pagamento da dívida, a SAF rubro-verde solicitou que o jogador seja impedido de atuar pelo clube baiano até a regularização dos débitos. A informação foi divulgada com exclusividade pelo blog de Jorge Nicola.
Renê chegou ao Vitória por empréstimo após o Campeonato Paulista, depois que o Corinthians desistiu de avançar nas negociações com a Portuguesa. O acordo previa uma opção de compra, exercida em junho, quando a equipe baiana adquiriu 50% dos direitos econômicos do atacante por aproximadamente R$ 6 milhões.
Segundo a Portuguesa, duas parcelas da negociação venceram sem pagamento. O clube paulista estima a dívida original em cerca de R$ 2 milhões, valor que teria chegado a aproximadamente R$ 2,2 milhões com juros e correção monetária.


Portuguesa pede que Renê seja impedido de jogar pelo Vitória
Além da cobrança financeira, a Portuguesa pediu à ANRESF que impeça o Vitória de escalar Renê em partidas oficiais até que os pagamentos pendentes sejam quitados.
O pedido ainda depende de análise da agência. Portanto, não há confirmação de que o atacante será impedido de entrar em campo pela equipe baiana.
Vitória cita dívida da Portuguesa por Daniel Júnior
Em resposta à cobrança, o Vitória argumenta que a Portuguesa também possui uma pendência financeira relacionada ao meia Daniel Júnior, que pertenceu ao clube baiano e defendeu a Lusa no Campeonato Paulista de 2025.
A Portuguesa, por sua vez, contesta a justificativa. Segundo o clube paulista, a parcela referente à negociação de Daniel Júnior tem vencimento previsto para novembro e, por isso, ainda não está atrasada.
A direção rubro-verde também sustenta que os contratos são independentes e que uma eventual pendência financeira em uma negociação não justifica o atraso nos pagamentos referentes à transferência de Renê.
O caso agora depende da análise da ANRESF, que deverá avaliar o pedido apresentado pela Portuguesa e os desdobramentos da disputa financeira entre os clubes.