Osmar Stabile recusa proposta de 17 milhões de euros e trava negociação com o clube italiano
A transferência do volante André para o Milan, que era tratada como encaminhada, ganhou um novo capítulo neste último domingo, 1 de março. O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, decidiu não assinar o contrato de venda do jogador ao clube italiano, barrando o negócio que envolvia 17 milhões de euros (cerca de R$ 103 milhões).
A proposta previa 15 milhões de euros fixos pelos 70% dos direitos econômicos pertencentes ao Corinthians, além de 2 milhões em bônus atrelados a metas de participação do atleta antes da pausa do calendário para a Copa do Mundo. O clube ainda manteria 20% de lucro em uma venda futura.
Mesmo com troca de minutas e encaminhamento contratual entre as partes, faltava a assinatura do mandatário — que optou por vetar o acordo. Internamente, a avaliação é de que o valor não reflete o potencial do jogador de 19 anos.
A decisão ocorre após forte repercussão negativa entre torcedores e também depois de críticas públicas do técnico Dorival Júnior, que questionou a política de negociações do clube após a eliminação no Campeonato Paulista.
O estafe de André sustenta que o acordo é vinculante e pode gerar disputa jurídica caso o Corinthians desista formalmente. Já o clube entende que a negociação só se concretiza com a assinatura do presidente, tratando as etapas anteriores como parte do processo. Haverá uma reunião nesta segunda-feira, 2 de março, para formalizar a posição do presidente.
Formado na base, André soma 24 jogos pelo profissional, com quatro gols marcados. Ele abriria mão de parte de seus direitos para viabilizar a operação e assinaria contrato de cinco anos com o Milan, com ida prevista para o meio do ano. Agora, o futuro do volante volta a ficar indefinido — e o impasse pode ir além das quatro linhas.