Harry Massis arquivou a representação contra Olten Ayres de Abreu Júnior, presidente do Conselho Deliberativo
Foto: Reprodução O presidente do São Paulo, Harry Massis Júnior, arquivou nesta sexta-feira (18) a representação que solicitava a expulsão do presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior, sob a acusação de suposta falsidade ideológica. O ato da presidência encerra uma etapa do rito administrativo interno dentro do clube, permitindo que a diretoria e o conselho voltem as atenções para os compromissos operacionais da instituição.
Com o encerramento do pedido de expulsão na esfera executiva, a pauta do Conselho Deliberativo ganha um novo desdobramento. Olten Ayres agendou para o dia 29 de setembro, às 18h30, a votação referente ao contrato de parceria entre o São Paulo e a empresa de bilheteria Ticketmaster. A deliberação é aguardada pela cúpula do futebol paulista devido às suas implicações diretas nas finanças do clube.
O acordo com a parceira é tratado como estratégico e fundamental pela gestão comandada por Harry Massis Júnior. A parceria é vista como o principal mecanismo para manter o fluxo financeiro do Tricolor e cumprir com os compromissos acordados no futebol profissional, incluindo o pagamento em dia dos salários e premiações do elenco de atletas e comissão técnica.


Caso receba o aval dos conselheiros na sessão de votação, a parceria prevê o aporte de uma quantia significativa para a saúde financeira são-paulina. O contrato estabelece a antecipação de R$ 140 milhões, valor que entrará diretamente nos cofres do clube para aliviar o fluxo de caixa imediato e permitir novos planejamentos para o departamento de futebol.
Toda a controvérsia política e institucional teve origem quando o presidente do Conselho Deliberativo acabou indiciado pela Polícia Civil sob suspeita de falsidade ideológica. A apuração policial havia sido iniciada a partir de um pedido formal da própria Comissão de Ética do clube, sendo conduzida pelo Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), cujo relatório final em julho chegou a ser encaminhado ao Ministério Público antes de ser devidamente arquivado.
O cerne das investigações apurava irregularidades em um documento de 17 de dezembro de 2025 assinado por integrantes do Conselho Consultivo, que propunha mudanças estatutárias profundas — como a criação de uma SAF e a separação da gestão social em relação ao futebol. A auditoria interna indicou que o texto foi assinado sem reunião prévia do órgão, embasando a representação que agora foi oficialmente arquivada pelo presidente do clube.