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Presidente do São Paulo enfrenta resistência por contrato com New Balance

Renovação com fornecedora até 2032 gera impasse no Conselho e pode ter votação adiada

Por: Neila Gonçalves
3 horas atrás em 1 de abril de 2026
Foto: Divulgação/São Paulo

A tentativa de renovação contratual entre o São Paulo e a New Balance até 2032 tem gerado tensão nos bastidores do clube. O presidente Harry Massis Júnior enfrenta resistência de conselheiros, mas mantém a intenção de levar o acordo adiante.

O tema será debatido em reunião do Conselho Deliberativo marcada para a próxima semana, embora já exista um movimento interno para adiar a votação. Integrantes da oposição e aliados da presidência do órgão protocolaram um pedido solicitando a retirada do tema da pauta.

Entre os questionamentos, está a condução do processo. Parte dos conselheiros defende que o contrato deveria ser discutido com mais profundidade antes de ser submetido à votação.

Outro ponto levantado envolve a participação do diretor executivo de marketing, Eduardo Toni. Há solicitação para que o dirigente apresente detalhes técnicos do acordo, o que ainda depende de aval da diretoria.

O principal foco de debate é a estrutura do novo vínculo, especialmente a cláusula de rescisão, considerada elevada. O modelo prevê multa inicial próxima de R$ 200 milhões, valor que tem gerado divergência dentro do clube.

Além disso, o timing da negociação também é alvo de críticas. O contrato atual ainda tem validade por cerca de 20 meses, o que faz com que parte do Conselho questione a necessidade de antecipar a renovação.

Mesmo diante das pressões, a diretoria avalia o acordo como positivo e segue confiante na aprovação. Para validar o contrato, é necessária maioria simples dos votos, cenário que ainda é considerado possível pela situação.

Nos bastidores, a estratégia do presidente é intensificar o diálogo com os conselheiros nos próximos dias, buscando reduzir a resistência e garantir respaldo para a proposta.