Em sua primeira entrevista como diretor executivo, Rafinha comenta negociações e planejamento do clube
Foto: Divulgação/São PauloFalando pela primeira vez desde que assumiu o cargo de diretor executivo de futebol do São Paulo, Rafinha abriu o jogo sobre os principais temas que envolvem o clube neste momento. Durante a conversa, o dirigente falou sobre renovações, mercado da bola, situação financeira, saídas do elenco e os desafios da nova função.
Logo no início da entrevista ao GE, Rafinha admitiu que a nova função é bem diferente da rotina que viveu por mais de duas décadas como jogador profissional, mas garantiu estar preparado para o desafio.
“Muito mais fácil jogar, sem dúvida (risos). É um desafio grande, não vou mentir. O muro é bem alto. Mas estou me saindo bem pelo contato que tive durante minha carreira como atleta. Tem muitas portas que deixei abertas e isso está me ajudando nessa nova função.”
Um dos assuntos mais aguardados foi a situação de Jonathan Calleri. Segundo Rafinha, as conversas pela renovação evoluíram nas últimas semanas e o dirigente demonstrou confiança em um desfecho positivo.
“O Calleri gosta de estar no São Paulo, ama esse clube. Nós também. O Calleri entendeu o momento e a necessidade do clube. Torcedor sabe melhor que todos nós, é um cara importantíssimo para o São Paulo. Queremos muito que ele fique, mas, claro, entendendo o momento atual do clube. Não podemos fazer loucura. É um jogador que temos objetivo de renovar e tenho certeza que vamos ter um final feliz nessa história da renovação. Calleri quer ficar no São Paulo, entende o momento do clube, e o São Paulo quer ficar com ele. Certeza que vamos ter boas notícias nos próximos dias.”
Sobre Alan Franco, Rafinha confirmou que tentou convencer o zagueiro a permanecer no Morumbis, mas explicou que a decisão de deixar o clube partiu do próprio jogador.
“Faz dois meses que estou tentando convencer o Alan a ficar no São Paulo. (…) O Alan quis ir embora, mudar de ares. (…) Como vamos segurar no São Paulo um jogador que não quer ficar? (…) Optamos por ceder o empréstimo ao Tigres. É ruim para nós? Muito ruim.”
O dirigente também comentou a reintegração de Arboleda ao elenco. Para ele, o zagueiro foi devidamente punido pelos atos cometidos, mas o clube precisava pensar no aspecto esportivo.
“Ele errou e foi penalizado, foi multado, conversou com os jogadores, todos os jogadores cobraram ele, o clube penalizou, mas eu não posso cobrar o Arboleda e ao mesmo tempo penalizar o São Paulo, deixando-o fora, é um jogador que ajuda muito.”
Outro tema abordado foi a situação financeira do Tricolor. Rafinha confirmou que existe um atraso no pagamento dos direitos de imagem dos atletas, mas negou que isso tenha motivado a saída de Alan Franco.
“Tem atraso e não é essas coisas de loucura. O São Paulo tem, sim, imagem atrasada (…) acho que é um mês que está atrasado.”
Em relação ao mercado, o executivo afirmou que o São Paulo precisa realizar vendas, mas garantiu que o clube não pretende negociar atletas apenas para cumprir metas financeiras.
“Não posso desmanchar um planejamento que o Dorival Júnior tem com sua comissão técnica para a temporada, para o segundo semestre, para uma venda de jogador que não vai resolver o problema do São Paulo. Não vamos fazer loucuras.”
Rafinha ainda revelou que a diretoria segue em busca de mais reforços para qualificar o elenco e explicou como participou diretamente das negociações pelos portugueses Aurélio Buta e Domingos Duarte, utilizando, inclusive, contatos construídos durante sua carreira na Europa.




