Mirassol lidera nova geração de clubes que buscam protagonismo continental
Foto: Agência MirassolLonge dos holofotes da capital, os clubes do interior paulista têm encarado cada vez mais o continente ao longo dos últimos anos e construindo trajetórias relevantes nas competições internacionais. O mais novo clube interiorano a desafiar a América é o Mirassol, que já estreou na Libertadores de 2026, contra o Lanús, em meio ao auge de sua história.
Antes dele, outros times provaram recentemente que é possível ter bons times formados fora dos grandes centros metropolitanos. O Guarani, por exemplo, foi o primeiro time a fazê-lo, em 1979, quando após o título brasileiro de 1978, conseguiu chegar a segunda fase da Libertadores e enfrentou equipes como Universitário e Alianza Lima, do Peru, Olímpia, do Paraguai, entre outros enfrentados nas participações seguintes em 1987 e 1988.
Quem também esteve perto de um feito histórico foi a Ponte Preta. Em 2013, a Macaca surpreendeu a América ao chegar à final da Copa Sul-Americana em sua primeira participação, eliminando adversários tradicionais até cair na decisão, como Deportivo Pasto (COL), Vélez Sarsfield (ARG) e até mesmo o São Paulo.
No ABC paulista, o São Caetano protagonizou uma das campanhas mais marcantes do futebol brasileiro no século, ao alcançar a final da Libertadores de 2002, ficando a um passo do título continental. Outros exemplos reforçam essa tradição de superação também. O Santo André disputou a Libertadores após conquistar a Copa do Brasil, enquanto o Paulista de Jundiaí também chegou ao torneio continental após seu título nacional em 2005.
Mais recentemente, o Red Bull Bragantino elevou o patamar dessa presença internacional, com campanhas consistentes na Sul-Americana e a final da mesma em 2021, além da participação na Libertadores em 2022.
Agora, com o Mirassol, o interior paulista volta a desafiar gigantes da América. Em uma ascensão rápida e estruturada, o clube simboliza uma nova geração que entra nas competições com ambição de protagonismo.