Argentino embala sequência de assistências e retoma protagonismo no meio-campo alvinegro
Foto: Rodrigo Coca / Agência CorinthiansCorinthians tem em Rodrigo Garro um dos principais símbolos da reação recente da equipe. Desde a chegada de Fernando Diniz ao CT Joaquim Grava, o meia argentino voltou a assumir o protagonismo no setor de criação e reencontrou o melhor rendimento com a camisa alvinegra.
Nos últimos cinco compromissos, Garro distribuiu quatro assistências e passou a comandar com mais liberdade a articulação ofensiva do Timão. O crescimento é tão significativo que o camisa 8 já igualou o número de passes para gol registrados em toda a temporada passada, mas com 15 partidas a menos disputadas.
Em 2026, o argentino soma sete assistências e um gol em 23 jogos. O dado chama atenção principalmente pela regularidade: a cada 196 minutos em campo, Garro participa diretamente de um gol corintiano. O índice é muito superior ao do ano anterior, quando precisou de 315 minutos para alcançar a mesma contribuição ofensiva.
A mudança de cenário passa diretamente pela confiança recebida da nova comissão técnica. Com Diniz, Garro voltou a atuar como cérebro do meio-campo, com maior liberdade para circular entre as linhas, se aproximar dos atacantes e acelerar a construção das jogadas.
O reflexo disso aparece de forma ainda mais contundente quando se observa apenas o recorte sob o novo treinador: em cinco partidas, foram quatro assistências, média de um passe decisivo a cada 103 minutos.
A jogada mais recente reforça essa retomada. Na vitória por 1 a 0 sobre o Vasco, pelo Brasileirão, Garro surpreendeu a defesa adversária ao aplicar um passe de letra para Matheus Bidu finalizar e marcar o gol do triunfo na Neo Química Arena.
Depois de um 2025 marcado por oscilações, problemas físicos e menor impacto técnico, o argentino volta a ser o jogador capaz de ditar o ritmo ofensivo da equipe. Mais do que os números, a sensação interna é de que o Corinthians reencontrou seu principal articulador em um momento decisivo da temporada.
Com Garro em alta e Diniz buscando consolidar seu modelo de jogo, o Timão passa a ter novamente no camisa 8 a referência criativa que a torcida tanto esperava ver.