Técnico destacou rodagem do elenco, elogiou estreantes e admitiu atuação abaixo no empate pela Sul-Americana
Foto: Rubens Chiri/São Paulo FCO técnico Roger Machado valorizou o empate sem gols do São Paulo diante do O’Higgins, fora de casa, pela Copa Sul-Americana. Após a partida, o treinador explicou a estratégia utilizada com uma equipe alternativa, destacou a importância da gestão física do elenco e elogiou o desempenho dos jovens revelados pela base.
Roger negou que tenha repetido o modelo usado diante do Millonarios e afirmou que o plano de jogo tinha características diferentes. Segundo ele, a ideia foi utilizar dois zagueiros e dar liberdade para Cauly atuar como meia flutuando, aproximando os atacantes André e Tapia.
“A ideia era diferente do jogo contra o Millonarios. O Cauri seria o meia flutuando para abastecer os dois atacantes, com o André mais centralizado e o Tapia ocupando o lado direito quando o Cauly entrasse por dentro“, explicou.
O treinador reconheceu que o time teve dificuldades ofensivas diante da postura defensiva do adversário e admitiu que o segundo tempo foi abaixo do esperado, principalmente após erros de posicionamento e perdas de bola.
“O adversário criou as chances mais claras do que a gente. Poderíamos ter jogado melhor coletivamente, mas muitas oportunidades deles surgiram por erros nossos, de cobertura ou escolhas equivocadas”, avaliou.
Mesmo assim, Roger considerou o resultado positivo pelo contexto da partida e pela utilização de uma formação pouco entrosada.
‘É um ponto importante. Melhor que a atuação, obviamente. Foi um time que pouco joga junto, tem mais entrosamento de treino do que de jogo’, afirmou.
O técnico também explicou a importância da rodagem do elenco em meio ao calendário apertado e revelou que o planejamento seguirá sendo ajustado conforme desgaste e disponibilidade dos jogadores.
“A gestão dos minutos é muito importante, ainda mais em ano de Copa do Mundo. Precisamos manter o time competitivo e perder o menor número possível de jogadores”, disse.
Entre os destaques individuais, Roger elogiou os estreantes Osório e Igor Felisberto. Segundo ele, os dois mostraram personalidade e segurança mesmo diante da pressão de uma competição continental.
“O Osório teve um nível acima, controlou bem o setor e fez uma estreia muito segura. O Felisberto também foi bem, apesar das dificuldades naturais da estreia”, completou.