Vitor Barreto e Fabio Fau foram substituídos ainda no intervalo da partida
Foto: Reprodução/TV Ferroviária A Ferroviária venceu a Inter de Limeira por 2 a 1, pela Série A2 do Campeonato Paulista, e manteve o bom momento na competição. Apesar do resultado positivo, o técnico Rogério Corrêa fez questão de destacar, no pós-jogo, a queda de rendimento da equipe do primeiro para o segundo tempo e apontou o desgaste físico como principal explicação para a oscilação.
“Obviamente, estamos muito felizes com a vitória, porém, deu pra ver a diferença do primeiro tempo ao segundo tempo, e é algo que vai acontecer nesse início de competição. O principal motivo é a parte física. Nós treinamos somente três semanas antes da competição e agora a sequência de jogos é muito pesada. Nós mantivemos o mesmo time em todos os jogo então vai começando a pesar a carga de jogos em cima dos atletas”, analisou o treinador.
A comissão técnica precisou mexer na equipe ainda no intervalo por conta de questões físicas. Segundo Rogério Corrêa, Fau e Barreto deixaram o campo com incômodos musculares e passarão por exames. Ainda assim, o comandante minimizou a gravidade inicial e explicou que a necessidade de mudanças influenciou o coletivo.
“Tivemos duas substituições já no intervalo, já que foram necessárias devido aos incômodos musculares que o Fau e o Barreto tiveram, e acabou caindo o nível da equipe coletivamente. A Inter estava perdendo e foi para cima com tudo, então, acabou havendo um desequilíbrio ali, mas é normal. O Fau e o Barreto vão fazer exames, mas creio que a situação não preocupa tanto”, afirmou.
Com a maratona de jogos, Rogério Corrêa também valorizou a participação dos jovens formados no clube, reforçando que o processo de maturação faz parte do caminho e citou exemplos de atletas que entraram ao longo da partida.
“É natural, nós estamos num clube onde tem uma base muito forte, com bons jogadores, porém precisam de tempo para maturar. Teve o Felipe que entrou no intervalo agora, é um menino que estava jogando a Copa São Paulo, entrou com personalidade, e erros e acertos fazem parte. Depois o Jonathan e o Raoni, outros dois garotos, entraram e nos deram equilíbrio no meio-campo”, disse.
O treinador ainda comentou a utilização de outros jogadores, ressaltando que, em alguns casos, a questão física pesa no desempenho de quem entra durante o jogo.
“Já os Denilsons, os dois, mais questão física mesmo, e são coisas normais de jogo a jogo. O Raoni foi o único que entrou em quase todos os jogos, ele consegue manter o nível, o padrão tático de organização dos titulares, ou seja, tudo isso pra gente é importante”, completou.
Além da análise do jogo, Rogério Corrêa voltou a lamentar a perda do zagueiro Erik Nascimento, que sofreu ruptura do ligamento do joelho e precisará passar por cirurgia. O técnico exaltou a importância do defensor para a equipe e garantiu suporte total do clube durante a recuperação.
“A perda do Erik é gigantesca, é um menino que estava muito, muito sólido tanto na parte de marcação quanto na parte de construção, uma liderança muito boa. Infelizmente, acabou acontecendo essa fatalidade com ele, que é de romper o ligamento do joelho e ter que passar por cirurgia. O que a gente pode dar pra ele é a força. O clube vai dar toda a condição para que ele possa se recuperar e voltar no melhor nível dele possível”, finalizou.