Projeto SAFiel oferece aporte para resolver Arena e transfer ban da Fifa
Foto: André Costa/Gazeta Press O projeto SAFiel formalizou uma proposta ao Corinthians com o objetivo de ajudar o clube a resolver duas de suas pendências financeiras mais urgentes: a dívida do financiamento da Neo Química Arena junto à Caixa Econômica Federal e o transfer ban imposto pela Fifa, decorrente do débito com o Santos Laguna, do México, pela contratação do zagueiro Félix Torres.
De acordo com o grupo, a proposta foi encaminhada por e-mail ao presidente Osmar Stabile, com cópia para membros dos principais conselhos do clube. A intenção da SAFiel é realizar um aporte financeiro antes mesmo da constituição formal da Sociedade Anônima de Futebol, permitindo ao Corinthians quitar aproximadamente R$ 40 milhões referentes ao débito internacional e o saldo do financiamento da Arena, que ultrapassa os R$ 650 milhões.
O valor aportado funcionaria como um adiantamento. Caso a transformação em SAF seja aprovada internamente, o montante seria convertido em ações da nova empresa. Se o projeto não avançar, o clube teria de devolver o recurso aos investidores envolvidos. O memorando também autoriza o início de uma auditoria para apurar a real situação financeira do Corinthians e a captação de investidores interessados.
A SAFiel relembra que participou ativamente da audiência pública realizada em dezembro, que discutiu mudanças no Estatuto do clube para viabilizar o modelo SAF. Segundo os idealizadores, apesar das conversas iniciais e da entrega de uma carta de intenções em outubro de 2025, o Corinthians ainda não deu um retorno formal sobre o andamento da proposta.
O grupo estabeleceu prazo de 90 dias para uma resposta oficial, com validade até 26 de janeiro de 2026. Até lá, o compromisso de aporte financeiro permanece de pé. No entanto, qualquer avanço depende também do aval da Caixa Econômica Federal, já que o contrato de renegociação da Arena prevê garantias e cláusulas que podem ser impactadas por uma mudança no modelo de gestão.
A SAFiel se apresenta como um projeto voltado à profissionalização do futebol do Corinthians, mantendo o clube social independente e transferindo os ativos do futebol para uma estrutura empresarial com governança, auditoria externa e participação dos torcedores nas decisões estratégicas.