Projeto prevê investimento de até R$ 30 milhões e busca transformar estádio em fonte de receitas para o Azulão
Foto: Rodrigo Corsi/Paulistão O São Caetano aposta na concessão do estádio Anacleto Campanella como uma das últimas alternativas para recuperar a saúde financeira e retomar o protagonismo no futebol paulista. Atualmente na quarta divisão estadual e sem vaga em competições nacionais, o clube pretende assumir a gestão do estádio por 20 anos, a partir de 2027.
O projeto apresentado à Prefeitura de São Caetano do Sul, proprietária do estádio, prevê investimentos de até R$ 30 milhões ao longo do período, com recursos de empresas privadas e parceiras do clube. A ideia é transformar o Anacleto em uma fonte permanente de receitas para ajudar a financiar o futebol profissional.
“A concessão do estádio salva o São Caetano, sim. Quando cheguei aqui, havia uma falência do São Caetano para ser decretada em 15 dias. Negociei essa dívida, evitamos a falência e chegamos a uma Recuperação Judicial, o que nos deu fôlego nesses quatro anos. Mas eu já estava “ficando com a língua roxa”, precisando de parceiros”, explicou Jorge Machado, proprietário do clube.


A primeira etapa do projeto seria a instalação de um gramado sintético. Atualmente, o estádio recebe partidas das categorias de base e do futebol amador, o que aumenta o desgaste do campo e os custos de manutenção. Com a mudança, o clube também pretende ampliar a utilização do espaço para outros eventos.
“A ideia é dar visibilidade e vida para esse espaço. Queremos começar com o gramado sintético para possibilitar a realização de shows e eventos. Pretendemos trazer a várzea, os colégios e as famílias para dentro do Anacleto.”
Além do gramado, o projeto prevê reformas nas arquibancadas, vestiários e camarotes. A expectativa é aumentar a capacidade do estádio dos atuais seis mil lugares para cerca de 13 mil em jogos. Atualmente, algumas áreas estão interditadas por problemas estruturais e de segurança.
A diretoria estima realizar pelo menos dez grandes eventos por ano no Anacleto Campanella. A estratégia é utilizar o estádio para receber shows e outras atrações, aproveitando o mercado de entretenimento da região e oferecendo uma alternativa aos grandes espaços da capital paulista.
“Queremos trazer grandes shows para São Caetano, o que é viável pelo tamanho da população, e tornar o estádio um espaço de vida e entretenimento na cidade“, completou Jorge Machado.
Hoje, o futebol profissional do São Caetano é financiado principalmente pelo proprietário Jorge Machado, por cotas da Federação Paulista de Futebol e por alguns patrocinadores pontuais. A concessão do Anacleto Campanella é vista pelo clube como uma oportunidade de criar novas fontes de receita e dar maior sustentabilidade ao projeto.
A intenção é que o estádio deixe de ser apenas a casa do São Caetano e passe a funcionar durante todo o ano, com eventos esportivos, culturais e de entretenimento. O projeto ainda depende da aprovação da administração pública de São Caetano do Sul.