Conselho vota renovação até 2032 enquanto clube analisa oferta concorrente com impacto financeiro imediato
Foto: Rubens Chiri/São Paulo O São Paulo vive dias decisivos fora de campo. Na próxima segunda-feira, o Conselho Deliberativo vai avaliar a proposta de renovação com a New Balance, que prevê a extensão do vínculo até 2032. Enquanto isso, uma investida da Penalty entrou no radar e aumentou o debate interno.
A diretoria já formalizou um acordo com a atual fornecedora, com valores mínimos garantidos na casa dos R$ 40 milhões por temporada, podendo alcançar até R$ 60 milhões com metas esportivas e comerciais. O contrato ainda inclui luvas e projeção de crescimento ao longo dos anos, sendo tratado internamente como um avanço em relação ao modelo atual.
Apesar disso, parte dos conselheiros demonstra resistência, principalmente em relação ao tempo de duração e às condições financeiras. Há movimentação para adiar a votação e ampliar a discussão antes de uma decisão definitiva.
Em paralelo, a Penalty apresentou uma proposta alternativa. O modelo oferece um aporte imediato mais robusto no momento da assinatura, mas com receita anual inferior na comparação direta, já que não inclui variáveis no mesmo nível do contrato concorrente.
Outro ponto que pesa na análise é o controle comercial. A proposta da empresa brasileira prevê assumir a operação de lojas e do e-commerce do clube, o que pode reduzir receitas recorrentes. Já a New Balance mantém participação do São Paulo nas vendas, com garantia mínima mesmo em cenários menos favoráveis.
Além dos números, o clube também considera fatores estratégicos, como alcance de mercado e histórico das parcerias. A marca americana tem distribuição global e forte presença internacional, enquanto a relação com a Penalty no passado terminou de forma antecipada.
A definição depende exclusivamente do Conselho. Caso o acordo com a New Balance não seja aprovado, o clube fica livre para rediscutir caminhos sem penalidades previstas em contrato.