Em noite de semifinal da Copa Sul-Americana, com Corinthians e Racing fazendo o jogo de ida na Neo Química Arena, vamos relembrar as cinco participações do São Paulo na fase do torneio. Junto com a LDU, do Equador, o Tricolor é a equipe que mais vezes ficou entre os quatro melhores times da competição. Entre os brasileiros, apenas o Athletico-PR chegou pelo menos três vezes na etapa, mas conseguiu dois títulos, diferente do São Paulo que levou apenas um.
Vamos às campanhas:
2003 – São Paulo x River Plate – Eliminado

Famoso jogo do “prefiro ajudar na briga” – Foto: Marcelo FERRELLI / Gazeta
Nas primeiras edições da Copa Sul-Americana, os times brasileiros se enfrentavam entre si numa fase preliminar com quatro grupos de três times. Os vencedores de cada chave então se enfrentavam e somente os dois vitoriosos avançavam para as quartas de final. Enquanto o Santos caiu para o Cienciano do Peru, o Tricolor atropelou o The Strongest, da Bolívia, com 7 a 2 no placar agregado.
Na fase semifinal, o São Paulo de Luís Fabiano e Rogério Ceni perdeu para o River Plate no Monumental de Nuñes por 3 a 1 no jogo de ida, mas conseguiu vencer por 2 a 0 no Morumbi e levar a partida aos pênaltis. Diante do seu torcedor, o elenco são-paulino foi mal nas cobranças e acabou eliminado. Os argentinos ainda ficaram com a 2ª colocação, perdendo a final para o Cienciano, que eliminou Atlético Nacional, Santos e River numa campanha histórica.
2012 – São Paulo x Universidad Católica – Avançou e foi campeão

Lucas Moura se despediu após o título da Sul-Americana com destino ao PSG – Foto: Marcos Ribolli
Na campanha do título inédito, o São Paulo fez campanha muito consistente. Duas vitórias por 2 a 0 contra o Bahia na fase preliminar colocaram o time paulista já nas oitavas de final. Passou por LDU e Universidad de Chile até pegar a Universidad Católica nas semifinais.
No jogo de ida, o Tricolor empatou em 1 a 1 no Chile contra um time muito menos talentoso. Rafael Tolói abriu o placar de cabeça no primeiro tempo e Castilho empatou aos 25 minutos da segunda etapa. Na decisão, no Morumbi cheio, apesar da pressão são-paulina, o goleiro rival fez grande apresentação e o jogo terminou em 0 a 0. Com a “regra do gol fora”, o placar agregado de 1 a 1 deu a classificação para o Tricolor, que bateu o Tigre na final e ergueu a taça. Lucas Moura foi o grande destaque do torneio e deixou o São Paulo no fim daquele ano.
2013 – Ponte Preta – Eliminado

Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com
Nas oitavas de final, o Tricolor eliminou a Universidad Católica do Chile com certa tranquilidade. Venceu por 4×3 no agregado, destacando um 4×3 emocionante no jogo de ida, em Santiago. No Morumbi, empatou por 0x0 e garantiu a vaga. Pegou o forte time do Atlético Nacional, da Colômbia, na fase seguinte. Após um empate em 3×3 na ida, em Medellín, o São Paulo conseguiu uma vitória apertada por 3×2 no Morumbi e avançou para as semifinais.
O sonho do bi acabou de forma surpreendente. A Ponte Preta, que fazia uma campanha histórica, eliminou o Tricolor com uma vitória por 3×1 no Morumbi e um empate por 1×1 no jogo de volta, em Mogi Mirim. A Macaca viria a perder para o Lanús na final e não quebrou seu tabu de títulos.
2014 – Atlético Nacional – Eliminado

Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Novamente, o São Paulo começou nas oitavas de final, onde passou pelo Huachipato do Chile, vencendo por 1×0 no Morumbi e por 3×2 fora de casa. Nas quartas, enfrentou o Emelec do Equador e avançou com uma vitória por 4×2 em casa, apesar da derrota por 3×2 na volta, classificando-se com um agregado de 6×5. O elenco fortíssimo do clube, com Ganso, Kaká, Alexandre Pato e companhia chegava com status de favorito ao título.
Nas semifinais, o São Paulo encarou o Atlético Nacional da Colômbia. Após um empate por 1×1 em Medellín, tudo parecia bem encaminhado para decidir no Morumbi. No entanto, na partida de volta, o Tricolor empatou novamente por 0x0 e a decisão foi aos pênaltis. Mais uma vez, o time foi mal nas cobranças e caiu diante do estádio lotado. O River Plate bateu a equipe colombiana na final e se sagrou campeão.
2022 – Atlético Goianiense – Avançou, mas perdeu a final

Acima do peso, Patrick foi o herói da classificação do São Paulo – Foto: Rubens Chiri
Oito anos depois, o Soberano voltou a fazer boa campanha na “Sula”. Já no formato atual, com fase de grupos e final em jogo único, o Tricolor chegou na final com apenas uma derrota no torneio. Teve a segunda melhor da 1ª fase, liderando o Grupo D com 16 pontos – cinco vitórias e um empate. Nas oitavas de final, não tomou conhecimento da Universidad Católica, vencendo por 4×2 no Chile e 4×1 na capital paulista, totalizando 8 a 3 no placar agregado.
Seguindo as próximas fases, foram duas disputas de pênalti conta dois times brasileiros fora do eixo. Nas quartas de final, venceu o Ceará em casa, mas perdeu por 2×1 no Nordeste, levando o embate nos pênaltis por 4×3. Na sequência, depois de perder por 3×1 em Goiânia, precisava de uma vitória por pelo menos dois gols no Morumbi. O volante Patrick marcou dois gols e o jogo foi para as penalidades. Brilhou o goleiro Felipe Alves e o time voltou à final do torneio.
Em jogo único, derrota por 2 a 0 para o Independiente Del Valle, do Equador, em jogo na Argentina.