Polícia Civil e Ministério Público investigam cobranças irregulares e gestão anterior do clube
Foto: José Edgar Matos/GE O São Paulo vive um momento delicado fora de campo e já responde a três inquéritos criminais conduzidos pela Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público. A investigação mais recente tem como foco o departamento social e apura suspeitas de corrupção privada e desvios envolvendo o ex-diretor Antonio Donizete, o Dedé.
O caso ganhou força após o vazamento de áudios em que o ex-dirigente menciona a cobrança de “joias”, taxas que variavam entre R$ 100 mil e R$ 150 mil, além de uma participação sobre o faturamento de empresas que atuavam dentro do clube.
Os investigadores também analisam a forma como esses valores eram pagos, já que há indícios de que as transações teriam sido feitas por meio de maquininhas ligadas ao próprio São Paulo, levantando dúvidas sobre o destino final do dinheiro.
Esse inquérito se soma a outros dois já em andamento, que apuram saques em dinheiro das contas do clube e a exploração irregular de espaços no MorumBIS. Em meio à crise, a nova gestão de Harry Massis Júnior anunciou medidas de compliance e auditorias independentes, enquanto figuras ligadas à administração anterior foram afastadas.
O clube aguarda a conclusão das apurações para tentar encerrar o período de instabilidade institucional.