Bastidores do São Paulo: Tricolor adia renovações e deixa futuro de Dorival e jogadores para próximo presidente

Eleição de dezembro interfere no planejamento de 2027 e mantém indefinidas situações de atletas importantes do elenco

Por: Neila Gonçalves
2 horas atrás em 22 de outubro de 2026
Foto: Rubens Chiri/ São Paulo

O São Paulo enfrenta dificuldades para organizar o planejamento da temporada de 2027 diante das incertezas políticas e financeiras que envolvem o clube.



Com a eleição presidencial prevista para dezembro, decisões importantes sobre a comissão técnica, o departamento de futebol e a permanência de jogadores deverão ficar sob responsabilidade da próxima administração.

A situação atinge diretamente o técnico Dorival Júnior, que possui contrato somente até o encerramento de 2026.

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Também envolve atletas com vínculos próximos do fim, como Lucas Moura e Rafael Tolói, além de jogadores emprestados que dependem de novas negociações.

Permanência de Dorival depende da próxima gestão

Dorival Júnior chegou ao São Paulo durante a temporada de 2026 e assumiu a missão de reorganizar a equipe em um período de dificuldades esportivas.

Apesar da recuperação apresentada nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro, sua continuidade permanece indefinida.

O treinador possui vínculo até dezembro e ainda não recebeu uma definição sobre eventual renovação.

Depois da vitória sobre o Vasco, Dorival reconheceu que a decisão deverá considerar os interesses da futura administração.

“O próximo presidente não tem obrigação nenhuma de uma renovação”, afirmou.

O custo da comissão técnica também será considerado nas negociações.

Segundo informações divulgadas em 21 de outubro, os vencimentos do grupo comandado por Dorival representam aproximadamente R$ 2 milhões mensais.

Diante das dificuldades financeiras do clube, a manutenção dessa estrutura dependerá das condições estabelecidas pela próxima diretoria.

Lucas Moura e Rafael Tolói aguardam definições

A situação contratual de jogadores experientes representa outro desafio.

Lucas Moura possui vínculo até dezembro e ainda não tem permanência garantida para 2027.

O meia-atacante retornou recentemente aos gramados depois de um longo período de recuperação de lesão.

Apesar da identificação com o São Paulo, sua continuidade dependerá de uma negociação que considere o planejamento esportivo e as condições financeiras do clube.

Rafael Tolói também está entre os atletas que precisam de uma definição contratual.

Além deles, o Tricolor terá de avaliar jogadores que chegaram por empréstimo.

Iago, Cauly e Artur possuem situações diferentes, envolvendo negociações com os clubes detentores de seus direitos.

No caso de Artur, existe uma opção de compra estipulada em 6 milhões de euros por 60% dos direitos econômicos.

Já a permanência de Iago dependeria de uma negociação com o Bahia, pois o acordo não estabelece um valor fixo de compra.

Eleição interfere diretamente no futebol

A indefinição também envolve o departamento responsável pelas negociações.

Rafinha, que exerce a função de executivo de futebol, possui vínculo até o fim da temporada.

Com isso, o clube ainda não sabe quem conduzirá as decisões sobre contratações, renovações e possíveis saídas em 2027.

A eleição presidencial está prevista para dezembro, período próximo ao encerramento do Campeonato Brasileiro.

A oposição já apresentou Marcelo Portugal Gouvêa como candidato, enquanto a situação ainda não havia oficializado um representante até 21 de outubro.

Esse cenário reduz o tempo disponível para que a futura administração organize o elenco e estabeleça as prioridades esportivas.

O São Paulo terá de conciliar o encerramento da temporada atual com decisões que influenciarão diretamente sua preparação para o próximo ano.