Eleição de dezembro interfere no planejamento de 2027 e mantém indefinidas situações de atletas importantes do elenco
Foto: Rubens Chiri/ São Paulo O São Paulo enfrenta dificuldades para organizar o planejamento da temporada de 2027 diante das incertezas políticas e financeiras que envolvem o clube.
Com a eleição presidencial prevista para dezembro, decisões importantes sobre a comissão técnica, o departamento de futebol e a permanência de jogadores deverão ficar sob responsabilidade da próxima administração.
A situação atinge diretamente o técnico Dorival Júnior, que possui contrato somente até o encerramento de 2026.


Também envolve atletas com vínculos próximos do fim, como Lucas Moura e Rafael Tolói, além de jogadores emprestados que dependem de novas negociações.
Permanência de Dorival depende da próxima gestão
Dorival Júnior chegou ao São Paulo durante a temporada de 2026 e assumiu a missão de reorganizar a equipe em um período de dificuldades esportivas.
Apesar da recuperação apresentada nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro, sua continuidade permanece indefinida.
O treinador possui vínculo até dezembro e ainda não recebeu uma definição sobre eventual renovação.
Depois da vitória sobre o Vasco, Dorival reconheceu que a decisão deverá considerar os interesses da futura administração.
“O próximo presidente não tem obrigação nenhuma de uma renovação”, afirmou.
O custo da comissão técnica também será considerado nas negociações.
Segundo informações divulgadas em 21 de outubro, os vencimentos do grupo comandado por Dorival representam aproximadamente R$ 2 milhões mensais.
Diante das dificuldades financeiras do clube, a manutenção dessa estrutura dependerá das condições estabelecidas pela próxima diretoria.
Lucas Moura e Rafael Tolói aguardam definições
A situação contratual de jogadores experientes representa outro desafio.
Lucas Moura possui vínculo até dezembro e ainda não tem permanência garantida para 2027.
O meia-atacante retornou recentemente aos gramados depois de um longo período de recuperação de lesão.
Apesar da identificação com o São Paulo, sua continuidade dependerá de uma negociação que considere o planejamento esportivo e as condições financeiras do clube.
Rafael Tolói também está entre os atletas que precisam de uma definição contratual.
Além deles, o Tricolor terá de avaliar jogadores que chegaram por empréstimo.
Iago, Cauly e Artur possuem situações diferentes, envolvendo negociações com os clubes detentores de seus direitos.
No caso de Artur, existe uma opção de compra estipulada em 6 milhões de euros por 60% dos direitos econômicos.
Já a permanência de Iago dependeria de uma negociação com o Bahia, pois o acordo não estabelece um valor fixo de compra.
Eleição interfere diretamente no futebol
A indefinição também envolve o departamento responsável pelas negociações.
Rafinha, que exerce a função de executivo de futebol, possui vínculo até o fim da temporada.
Com isso, o clube ainda não sabe quem conduzirá as decisões sobre contratações, renovações e possíveis saídas em 2027.
A eleição presidencial está prevista para dezembro, período próximo ao encerramento do Campeonato Brasileiro.
A oposição já apresentou Marcelo Portugal Gouvêa como candidato, enquanto a situação ainda não havia oficializado um representante até 21 de outubro.
Esse cenário reduz o tempo disponível para que a futura administração organize o elenco e estabeleça as prioridades esportivas.
O São Paulo terá de conciliar o encerramento da temporada atual com decisões que influenciarão diretamente sua preparação para o próximo ano.