Técnico valoriza ponto contra o Ceará, reconhece pressão da torcida e destaca reformulação do elenco
Foto: reprodução/PonteTV A Ponte Preta deixou o gramado do Estádio Moisés Lucarelli sob vaias após o empate por 1 a 1 com o Ceará, na noite desta quarta-feira. Em seu quarto jogo no comando da equipe, o técnico Rodrigo Santana reconheceu a insatisfação da torcida, mas destacou o contexto da partida e o momento de reconstrução do elenco.
Na entrevista coletiva, o treinador admitiu o incômodo com a reação das arquibancadas, mas ponderou que o resultado não foi de todo negativo diante de um adversário forte na competição.
“A gente fica chateado porque não é o adjetivo que queríamos ouvir. Mas isso acontece porque o resultado não veio. Eu fiquei surpreso porque não perdemos o jogo. É entender que a Ponte está em um processo de reformulação, estamos montando o nosso elenco e contra um adversário que está vindo da Série A”, afirmou.
Santana também ressaltou que o Ceará é um dos candidatos ao acesso e reforçou que o ponto conquistado não deve ser desprezado, apesar da frustração dos torcedores.
“Eu falei com os jogadores no vestiário que enfrentamos um time favorito ao acesso e não seria um jogo fácil. Mas o torcedor está chateado porque saiu de casa para apoiar o time e a vitória não foi possível. O torcedor está no direito dele, é da cultura do nosso futebol.”
Mesmo sob pressão, o treinador fez questão de elogiar o comportamento do elenco, destacando o profissionalismo do grupo no dia a dia.
“O nosso grupo é muito profissional. Quando vestimos o uniforme, a gente só fala de treino, jogo, evolução. O objetivo é que nenhuma questão interfira nos resultados.”
Pensando na sequência da temporada, Santana adotou um discurso cauteloso. Segundo ele, a prioridade inicial é garantir a permanência antes de projetar objetivos maiores.
“O nosso primeiro passo é a permanência. Neste primeiro turno vamos entender o cenário para saber se vamos brigar pelo acesso ou permanência. Eu acredito muito no acesso.”
O técnico também explicou que ainda busca o melhor encaixe da equipe, ressaltando que questões físicas têm pesado nas escolhas e que alguns jogadores ainda não atingiram o ritmo ideal.
“Muitos jogadores ainda estão sem ritmo de jogo e optamos por aqueles com mais condições. Estamos mais próximos de encontrar os 11 iniciais.”
Por fim, Santana já projetou o próximo compromisso da Macaca, destacando a necessidade de recuperação rápida do elenco e as dificuldades da competição.
“Precisamos recuperar o máximo dos jogadores em 72h. Não tem jogo fácil na Série B. Estamos no caminho para ter um time mais equilibrado, experiente e firme.”
A Ponte Preta segue em busca de evolução na competição, tentando transformar desempenho em resultados para aliviar a pressão da torcida.