Presidente adquiriu dois aparelhos, que custaram R$ 19 mil ao clube, para presentear Cacá e Gui Amorim em 2025
Foto: Reprodução/Corinthians TVO presidente Osmar Stabile comprou, com dinheiro do Corinthians, dois celulares para presentear jogadores do clube em 2025. Os aparelhos foram adquiridos com urgência por meio do cartão corporativo do departamento de compras e custaram R$ 19.001,00 aos cofres alvinegros.
Os presentes foram destinados ao zagueiro Cacá, após o atleta sofrer um assalto, e ao meia-atacante Gui Amorim, joia das categorias de base, no dia da conclusão de uma tensa renovação contratual.
Em nota, o Corinthians afirmou que “o processo de aquisição dos aparelhos celulares respeitou todos os trâmites dos procedimentos internos, com solicitação de compra via sistema, notas fiscais e aprovação dentro da normalidade”.
No caso de Cacá, o pedido registrado pelo clube foi de um iPhone 16 Pro Max de 512 GB e um carregador. A compra ocorreu em junho, poucos dias após Stabile assumir a presidência provisoriamente, depois do afastamento de Augusto Melo. O zagueiro havia tido o celular roubado em um assalto no Tatuapé, enquanto seguia para o CT Joaquim Grava.
Segundo registros internos, a compra foi feita com urgência para entrega direta no CT Profissional. A nota fiscal indica que o Corinthians pagou R$ 12.499,00 pelo aparelho e R$ 169,00 pelo carregador.
Já o segundo celular foi comprado em 19 de agosto, dia em que Gui Amorim e seus familiares estiveram no Parque São Jorge para acertar os detalhes finais da renovação contratual. O Corinthians pagou R$ 6.333,00 pelo aparelho, que foi retirado em uma loja e entregue diretamente à presidência.
A oferta do celular teria sido usada por Stabile como um agrado no momento da assinatura. Pessoas próximas ao presidente afirmam que o presente ajudaria a destravar a negociação, embora envolvidos no acordo digam que a renovação já estava encaminhada.
O caso provocou novo desgaste interno ao mandatário. Para críticos, Stabile deveria ter usado recursos próprios para os presentes, e não dinheiro do clube. A revelação acontece na mesma semana em que o presidente também precisou se explicar sobre o pagamento de R$ 676 mil a uma empresa aberta em nome de um funcionário para serviços de segurança, sem contrato assinado com o Corinthians e sem autorização da Polícia Federal.