O sócio-majoritário da SAF do Botafogo, John Textor, fez uma declaração pública neste último domingo (7), em resposta ao desfecho do inquérito conduzido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que investigava suas denúncias de manipulação no Campeonato Brasileiro.
Em um comunicado publicado em seu site oficial, Textor questionou as decisões de Mauro Marcelo de Lima e Silva, relator do caso, que recomendou uma suspensão de seis anos para o empresário.
“É necessário questionar seriamente o papel do auditor do STJD, Sr. Mauro Marcelo de Lima e Silva, que parece estar seguindo uma agenda que não condiz com a verdade dos fatos. Além das severas penalidades sugeridas recentemente em seu relatório, estou consternado pelo fato de que minha busca sincera pela transparência e investigação de práticas manipulativas no futebol tenha gerado acusações tão graves contra mim”, enfatizou Textor.
O inquérito, divulgado na sexta-feira passada (5) pelo STJD, foi marcado por um incidente de vazamento, pois apesar dos nomes dos jogadores de São Paulo e Fortaleza envolvidos na denúncia de Textor terem sido cobertos, ainda era possível identificá-los por meio de métodos simples de cópia e colagem. Esse vazamento potencialmente compromete a integridade do processo.
“É lamentável que o Sr. Mauro Marcelo de Lima e Silva, cujo apoio declarado ao Palmeiras é amplamente conhecido através de suas redes sociais pessoais, tenha tomado a decisão surpreendente de punir um dirigente de clube simplesmente por solicitar, de forma confidencial, uma investigação que, indiretamente, envolve o clube que ele aparentemente apoia”, concluiu Textor.