Transfer ban e pressão política aumentam crise nos bastidores do São Paulo

Presidente Harry Massis busca solução para quitar dívida com a Lazio enquanto enfrenta pedido de expulsão do quadro associativo

Por: Neila Gonçalves
10 horas atrás em 4 de agosto de 2026
Foto: Divulgação/São Paulo

O presidente do São Paulo, Harry Massis, vive o momento mais delicado desde que assumiu o comando do clube, em janeiro, após a renúncia de Julio Casares. Além de buscar uma solução para encerrar o transfer ban imposto pela Fifa, o dirigente passou a enfrentar pressão política nos bastidores depois que um grupo de conselheiros protocolou um pedido de expulsão do quadro associativo.

O Tricolor está impedido de registrar novos jogadores devido ao não pagamento da primeira parcela, no valor de 1,05 milhão de euros (cerca de R$ 6,08 milhões), referente à compra em definitivo do volante Marcos Antônio junto à Lazio, da Itália.

Desde a punição, Massis e o diretor financeiro Sérgio Pimenta trabalham para levantar recursos e quitar a dívida. Internamente, a diretoria busca antecipar receitas para regularizar a situação o quanto antes e derrubar o transfer ban.

A prioridade é liberar o registro dos reforços Domingos Duarte e Iago Borduchi, que já acertaram com o clube, mas seguem impossibilitados de atuar oficialmente. A expectativa da diretoria é resolver a pendência ainda nesta semana para que ambos possam ficar à disposição de Dorival Júnior na próxima rodada do Campeonato Brasileiro.

Presidente também enfrenta pressão política

Enquanto tenta solucionar o problema financeiro, Harry Massis passou a lidar com uma crise política. Oito conselheiros protocolaram um pedido de expulsão do presidente do quadro associativo, documento que já está sob análise da Comissão de Ética.

Segundo a representação, o transfer ban seria um dos principais indícios de um suposto descontrole administrativo na atual gestão. O grupo também solicita o afastamento liminar do dirigente enquanto o processo é analisado.

Pelo regimento interno do clube, a Comissão de Ética terá até 20 dias para emitir um parecer. Caso o pedido avance, o tema poderá ser levado para votação no Conselho Deliberativo.

Cenário aumenta pressão sobre a diretoria

A crise acontece em um momento importante para a política do São Paulo, que já começa a discutir a próxima eleição presidencial. Harry Massis é apontado como um possível candidato da situação, embora ainda não haja consenso interno sobre sua eventual candidatura.

Desde que assumiu a presidência, o dirigente também conduziu mudanças significativas no departamento de futebol, como as trocas de treinadores e a saída do executivo Rui Costa, decisões tomadas em meio às cobranças da torcida por melhores resultados.