Tricolor conta com recursos do acordo com a Ticketmaster e trata punição como situação controlável antes da abertura da próxima janela
Foto: Miguel Schincariol/Saopaulofc.net O São Paulo trabalha para encerrar ainda nesta semana o transfer ban imposto pela Fifa por causa de uma dívida de US$ 300 mil, cerca de R$ 1,5 milhão, relacionada ao agente de Giuliano Galoppo.
A punição impede o clube de registrar novos jogadores enquanto o débito não for quitado. Como a próxima janela de transferências só será aberta em janeiro de 2027, a diretoria entende que existe tempo para resolver a situação sem impacto esportivo imediato.
O Tricolor também conta com a entrada de recursos do acordo firmado com a Ticketmaster para aliviar o caixa e regularizar a pendência.


Ticketmaster deve ajudar São Paulo a derrubar punição
O São Paulo espera receber um adiantamento de R$ 110 milhões previsto no contrato com a Ticketmaster, nova gestora de ingressos do Morumbis.
Pelo acordo, o valor poderá ser depositado em até 45 dias. A expectativa é utilizar parte dos recursos para quitar compromissos considerados prioritários, entre eles a dívida que originou o transfer ban.Na assinatura do contrato, a Ticketmaster já antecipou aproximadamente R$ 8 milhões.
O dinheiro foi utilizado pelo clube para pagar um mês de direitos de imagem que estava atrasado com o elenco.
Com a previsão de novas entradas no caixa, a diretoria considera que a punição pode ser resolvida rapidamente.
São Paulo sofre segundo transfer ban em 2026
Essa é a segunda vez na temporada que o São Paulo recebe uma punição desse tipo da Fifa.
Em julho, o clube também ficou impedido de registrar jogadores por causa do atraso no pagamento da primeira parcela da compra de Marcos Antônio junto à Lazio. O débito era de 1,05 milhão de euros, cerca de R$ 6,08 milhões na cotação atual.
A pendência foi quitada no início de agosto, permitindo que o Tricolor derrubasse o transfer ban.
No caso atual, a dívida está relacionada à contratação de Galoppo. O argentino chegou ao São Paulo em julho de 2022, após negociação com o Banfield, da Argentina, por um custo total próximo de US$ 6 milhões, considerando taxas e comissões.
Janela fechada reduz impacto imediato da punição
A diretoria avalia que o momento do calendário ameniza os efeitos da sanção. Como não há janela aberta neste momento, o São Paulo não possui jogadores para registrar imediatamente.
Ainda assim, o clube pretende resolver a questão antes de janeiro para evitar que a punição se prolongue ou gere complicações maiores.
Pelo Código Disciplinar da Fifa, casos de inadimplência persistente ou reincidência podem provocar sanções mais severas. Por isso, a prioridade interna é quitar o valor e normalizar a situação o quanto antes.